Dos profissionais que estão em fase de onboarding, o processo de integração do colaborador na empresa, 40% declaram não se sentir totalmente bem recebidos na nova empresa no seu primeiro dia de trabalho.
E, mais de um terço dos novos colaboradores não recomendaria a sua empresa a terceiros, após a experiência inicial do primeiro dia de trabalho.
Estas são conclusões do estudo sobre Onboarding, realizado pela Michael Page em janeiro deste ano, que reuniu cerca de 150 participantes em Portugal que iniciaram funções nos últimos dois anos.
Os resultados mostram que apenas 36% dos colaboradores afirmaram ter recebido o apoio necessário ao longo do seu processo de integração e evidenciam um claro desalinhamento entre as expetativas dos colaboradores e as atuais práticas de onboarding.
Mais de metade dos colaboradores afirma não ter recebido qualquer ação de boas-vindas, enquanto 39% não recebeu um plano de onboarding ainda antes do seu primeiro dia de trabalho.
A perceção de uma experiência positiva relativamente ao empregador cai ainda na fase de antecipação, ou seja, antes do primeiro dia de trabalho. A maioria dos novos colaboradores considera relevante receber informações práticas, e metade gostaria de ter detalhes claros sobre o processo de integração, além de poder visitar o local de trabalho previamente. A realidade do primeiro dia na empresa acentua essa queda.
Os resultados revelam que mais de metade das empresas não organizaram qualquer ação de boas-vindas, pelo que 40% dos colaboradores não se sentiram totalmente acolhidos na nova empresa, e acabaram, por exemplo, por almoçar sozinhos ou com alguém externo à empresa.
Cerca de 70% dos profissionais refere ainda que gostaria de ter a presença do seu gestor no primeiro dia na empresa, o que nem sempre acontece. No processo de integração, apenas 49% concordam plenamente que se integraram bem na nova empresa.
A qualidade da formação e do apoio durante o processo de onboarding tem um impacto direto na rapidez com que os novos colaboradores atingem a produtividade plena. O estudo revela diferenças significativas nas abordagens de formação e expõe lacunas entre o que é oferecido e o que os colaboradores realmente precisam.
Assim, 55% dos colaboradores considera que a formação remota não é tão eficaz quanto a presencial no primeiro dia, enquanto 68% gostariam de ter recebido informação sobre o funcionamento da empresa e, mais de metade, apoio individual do seu gestor.
Marina Garcia, Senior Manager da Michael Page, na área de Consulting, refere: “O primeiro dia de um novo colaborador pode ditar a sua permanência a longo prazo na empresa ou suscitar dúvidas sobre a decisão tomada. Por isso, o seu planeamento não é apenas um detalhe operacional, mas uma necessidade estratégica.
Um acolhimento bem estruturado, uma orientação eficaz e a transmissão clara da cultura organizacional fazem a diferença na rapidez da integração e no reforço do sentimento de pertença. Identificámos lacunas nos processos de onboarding e a necessidade premente de os fortalecer, preparar as lideranças, fomentar uma cultura de comunicação aberta e implementar métricas que avaliem o sucesso destes programas. Temos apoiado as empresas neste desafio, ajudando-as a transformar o onboarding num verdadeiro motor de retenção e compromisso.”
Uma integração mal sucedida impacta diretamente a cultura organizacional e na retenção de talentos. Desmotivação, desalinhamento com os valores da empresa, menor desempenho e produtividade, sensação de desconexão e insatisfação, desvalorização e maior probabilidade de procurar outras oportunidades, são algumas das consequências de um onboarding mal estruturado.
Além disso, a rotatividade é é uma das principais consequências de um processo de onboarding mal estruturado. As semanas e meses que sucedem o primeiro dia são decisivos, é neste período que o entusiasmo inicial pode consolidar-se num compromisso sustentável ou, pelo contrário, culminar numa saída antecipada.
Num momento em que a retenção de talento é um dos maiores desafios das empresas, torna-se essencial estruturar processos de onboarding mais eficazes e personalizados. Cada organização tem sua própria cultura e necessidades específicas, logo um onboarding bem-sucedido deve ser adaptado a essa realidade. Na Michael Page, ajudamos as empresas a desenhar estratégias de integração alinhadas ao seu contexto organizacional, promovendo experiências diferenciadoras que fortalecem o compromisso e impulsionam a produtividade.
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