Segundo um estudo divulgado pela Hays, os homens acreditam mais no compromisso das empresas com a igualdade de género do que as mulheres.
A Hays antecipou o Dia Internacional da Mulher e divulgou os resultados de um estudo que pretendia identificar as principais barreiras em relação à igualdade de género no local de trabalho. Os homens têm mais tendência para acreditar que os empregadores se comprometem a alcançar a igualdade de género nas empresas comparativamente com as mulheres, avança a consultora de recrutamento.
Os resultados do estudo revelam que 45% dos profissionais afirmaram que os seus empregadores estão cada vez mais comprometidos com a missão de alcançarem a igualdade de género e são os homens quem mais acredita. Houve 57% de participantes do sexo masculino que disseram acreditar no compromisso das empresas, por oposição a 38% de mulheres.
Segundo os dados divulgados pela consultora de recrutamento, 32% dos profissionais afirmaram que os seus empregadores estavam menos comprometidos em alcançarem a igualdade de género e são as mulheres (39%) que mais acreditam na necessidade de melhorias, face aos homens (23%). Questionados sobre as melhores soluções para conquistarem a igualdade de género nas empresas, 61% dos profissionais indicaram que os seus empregadores podiam melhorar a equidade, focando-se na igualdade salarial, que foi considerada, por 72% das mulheres, a principal melhoria a implementar, em contraste com 39% dos homens. Não obstante, 26% dos inquiridos do sexo masculino sugeriram, também, que o trabalho flexível podia ser uma melhoria a ter em consideração no local de trabalho. Apenas 14% das mulheres avançaram com igual proposta.
“Este mês comemora-se o Dia Internacional da Mulher e é positivo ver que as empresas estão a esforçar-se para alcançar a igualdade de género de forma a melhorar os locais de trabalho. No entanto, é preocupante ver que a desigualdade salarial ainda é uma preocupação que tem que ser abordada pelos empregadores. É importante que os empregadores ouçam as inquietações dos seus colaboradores e que comuniquem claramente as práticas que estão a tomar para alcançar a igualdade dentro dos seus negócios”, afirma Sandra Henke, head of people & culture da Hays, citada em comunicado.
A consultora de recrutamento inquiriu, entre dezembro e fevereiro, mais de 1.100 pessoas em cerca de 100 países.