O Instituto Português de Qualidade (IPQ) publicou o texto final da Norma Portuguesa 4590 – Sistema de Gestão do Bem-Estar e Felicidade Organizacional. A partir de agora, organizações passam a ter um referencial para a implementação de políticas, programas e uma cultura que tenha em conta a saúde física e mental dos colaboradores.
O documento, que esteve em consulta pública até ao dia 14 de julho, foi elaborado pela Comissão Técnica de Normalização «Bem-estar e Felicidade organizacional», com a coordenação do Organismo de Normalização Setorial da Associação Portuguesa de Ética Empresarial (APEE). Este sistema de gestão é considerado pela APEE como “uma condição fundamental para reforçar a eficiência do desempenho organizacional e visa contribuir para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS 3 – Saúde e Bem-Estar e ODS 8 – Trabalho Digno e Crescimento Económico”.
Em comparação com o texto disponibilizado em consulta pública até ao dia 14 de julho, o texto final da norma não sofreu alterações de fundo. “Não houve nenhum comentário que nos fizesse refletir melhor, uma vez que a estrutura continha muito daquilo que compõe as normas ISO“, justifica Ausenda Oliveira, Presidente da Comissão Técnica que compos o texto da norma, em declarações à RHmagazine.
De acordo com a Comissão Técnica que elaborou a norma, as empresas que pretendam implementar a norma devem comprar a mesma ao IPQ, implementar o sistema de gestão descrito no texto e depois pedir a certificação a organizações acreditadas pelo IPQ, como a APCER ou a Bureau Veritas.
Mário Parra da Silva, Presidente da APEE, acredita que “esta norma é um importante instrumento para qualquer organização portuguesa, para que encare os seus colaboradores como um conjunto de pessoas que a escolhem pela sua cultura organizacional.”
Alinhada com este anúncio, arranca este mês uma nova pós-graduação de Gestão do Bem-estar e da Felicidade Organizacional, na Egas Moniz School of Health & Science, que fornecerá as ferramentas necessárias para a implementação desta norma pioneira.
Ausenda Oliveira adiantou a primeira turma da pós-graduação é “muito boa” e contém elementos provenientes “de grandes organizações” interessadas em aprender melhor o sistema de gestão que a norma promove. A informação relativamente às empresas envolvidas nesta primeira pós-graduação ainda não foi tornada pública.
“A pós-graduação da Egas Moniz foi criada para dar resposta e oferecer um programa de ensino em que o aluno, no final do curso, tenha as habilitações necessárias que permitam introduzir estratégias neste âmbito. Estamos atentos às necessidades da sociedade e acreditamos que o ensino é uma parte fundamental para corresponder a temas emergentes como este”, refere José João Mendes, Presidente da Direção da Egas Moniz School of Health & Science.
A pós-graduação destina-se aos quadros de médias e grandes empresas, responsáveis de recursos humanos, de sistemas de gestão e de entidades governamentais nacionais, regionais e locais, auditores, consultores, entidades certificadoras e também ao público em geral com formação superior. Para além do plano de estudos, a instituição de ensino superior irá complementar a experiência dos alunos com duas sessões de coaching individual e quatro encontros temáticos para debater os conhecimentos adquiridos. A pós-graduação permite ainda adquirir a componente formativa necessária à qualificação como auditor APCER do Sistema de Gestão do Bem-estar e Felicidade Organizacional.
Leia aqui o texto final da Norma Portuguesa 4590 – Sistema de Gestão do Bem-Estar e Felicidade Organizacional.