O Well-Being Lisboa, o evento pioneiro dedicado ao presente e ao futuro do bem-estar organizacional, contou com diversos oradores de excelência. O vídeo de abertura tratou de transmitir a importância da saúde mental no trabalho, através de relatos de profissionais que se encontravam em situação de burnout. A mensagem final foi traduzida pela frase: “O bem-estar não é um luxo, é uma necessidade fundamental”.
Daniela Lima, Founder & Managing Partner da Swaifor e Ricardo Sousa, Director of Business Solutions Iberia da Workplace Options foram os dois organizadores deste evento, deram as boas vindas aos mais de 200 assistentes e atribuíram a José Gabriel Quaresma, Jornalista na CNN Portugal, a função de apresentador das restantes sessões.
A sessão de abertura ficou ao encargo de: Ricardo Fontes da Costa, Vice-Presidente da APG; Emília Telo, da Agência Europeia para as Condições de Trabalho (ACT); Maria João Graça, Vogal do Conselho Diretivo do IPQ; e Ausenda Oliveira, Presidente da Comissão Técnica 219 – Bem-Estar e Felicidade Organizacional.
As conclusões do primeiro momento
Ricardo Fontes da Costa reiterou a importância das condições de trabalho para a saúde mental, afirmando que o propósito é sempre que os colaboradores vão felizes para o emprego. Desta forma, é extremamente relevante que as organizações proporcionem boas condições de trabalho físicas e psicológicas. Para isso,
as lideranças têm de estar bem consigo próprias, para passarem essa motivação às suas equipas, algo que nem sempre acontece.
Emília Telo falou sobre o ambiente de paz no trabalho, para além do que à saúde mental diz respeito. Neste seguimento, referiu que a paz não se tem feito sentir nas organizações. Salvaguardou, ainda, a pertinência das avaliações de risco incluírem riscos psicossociais, algo que consiste numa obrigatoriedade legal. Os trabalhadores devem sentir-se parte integrante da empresa, pelo que as ações devem ser centradas na pessoa. Mesmo a introdução das tarefas digitais requer a monitorização do bem-estar das pessoas.
A encerrar este primeiro momento institucional, Maria João Graça abordou as normas sociais como base do bem-estar organizacional, enquanto Ausenda Oliveira adotou uma perspetiva mais legal. “As normas aumentam a eficácia do cumprimento da lei”, referiu, acrescentando que a lei integra a necessidade de bem-estar.
A Liderança na Rota da Saúde Mental e do Well-Being Organizacional
Num segundo momento, após um vídeo sobre o poder do trabalho em equipa, foi aprofundada a temática da Liderança na Rota da Saúde Mental e do Well-Being Organizacional. Ricardo Sousa moderou a conversa entre Tânia Gaspar, Diretora do Serviço de Psicologia, Inovação e Conhecimento da Universidade Lusófona, e Ana Oliveira, Clinical Team Lead na Workplace Options.
Tânia Gaspar reforçou que a liderança é sempre constituída por pessoas, ainda que possa implicar uma determinada distância das equipas. O compromisso da liderança é um dos fatores que está mais ligado aos colaboradores e à própria organização. Uma das principais funções de um líder é o de promover o trabalho de equipa, encaminhando-o para o cumprimento de objetivos. Esta tarefa é de elevada complexidade, visto que exige o equilíbrio entre a gestão de estratégias e a gestão de pessoas.
A Diretora do Serviço de Psicologia, Inovação e Conhecimento da Universidade Lusófona referiu, também, que existe um grande desajuste entre o pensamento e os objetivos da administração e os recursos das equipas.
Alinhar estes dois pontos nem sempre é fácil, principalmente quando as chefias solicitam objetivos pouco realistas e adaptados às equipas existentes. A saúde mental já é muito mais do que a ausência de doença mental e os burnouts estão muito relacionados com o excesso de engagement. Esta atenção depende dos líderes.
Ana Oliveira, por outro lado, alertou para a ideia de que o líder gere pessoas, visto que não se trata de uma gestão, mas sim de uma orientação. O medo de falhar é algo que assiste a toda a gente, mas não são as falhas que definem os profissionais.
“O líder merece ser cuidado”, lembrou, quanto a esta posição que, por vezes, pode ser ingrata, pelas expectativas estipuladas para o cumprimento de objetivos.
Do desporto às restantes necessidades
Houve, igualmente, um momento sobre Wellness como Estratégia de Promoção do Well-Being Individual, promovido pela Urban Sports Club. Francisco Tomé, Growth Manager Iberia desta organização, entrevistou Tiago Ginja, Facility and Office Manager para Portugal no Grupo OLX. Foi abordada a importância do desporto para a saúde mental dos colaboradores, reiterando os diversos efeitos positivos que dele advêm, tais como a maior motivação e o maior foco no trabalho.
A última sessão antes do Coffee Break foi sobre o Well-Being Personalizado, focado na forma como os benefícios transformam a qualidade de vida. Aqui, participaram Elsa Carvalho, Head of Business Development da WTW, e Catarina Esperança, Benefits Specialist da WTW. Os estudos apresentados, com dados de Portugal, Europa e Mundo, evidenciaram a flexibilidade como principal fator valorizado pelos colaboradores e a saúde como principal prioridade dos mesmos.
Após o Coffee Break, as intervenções retomaram com José Palma-Oliveira, Professor da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa e Partner da Factor Social, que refletiu sobre o Well-Being ser uma Responsabilidade Individual ou Partilhada.
As últimas sessões do evento
Sofia Roque, Head of People Well-Being na Cofidis Portugal, Maria João de Figueiredo, Owner & Managing Director da Ciphra, e Dilara Spencer, Owner & Founder da DS Consulting Services, falaram sobre Literacia Financeira como Pilar Estrutural para o Well-Being das Pessoas.
Filipa Almeida Santos, Diretora dos Serviços Clínicos da Centralmed, e Henriqueta Dias, Diretora Técnica de Segurança na Centralmed falaram sobre Ambientes Seguros e Well-Being. O evento incluiu, ainda, um momento sobre Well-Being 2.0, que contou com a participação de: Vânia Borges, Diretora de RH da Adecco Group Portugal; Carla Caracol, Diretora de RH do Grupo Renascença Multimédia; Daniela Lima; e Rui Pedro Almeida, CEO e Managing Partner do Grupo Moneris.
Ricardo Romão, Chief Innovation Officer da MarcAsério – Marketing Hub, Tiago Marques, CTO da MarcAsério e Techstars NYC Alumni, Cláudio Pimentel, CIO e CTO na Cofidis, e Cláudia Silva, Global Diversity, Equity & Inclusion Office PM na Siemens e Global Director na Women in Tech, falaram sobre os desafios da IA na Gestão do Well-Being Organizacional.
Ainda antes da Well-Being Experience, que antecedeu o encerramento do evento, Ricardo Parreira, CEO da PHC Software, partilhou o caso de sucesso da sua empresa para falar sobre o Well-Being da Teoria à Prática Organizacional.