A corrida pelo talento está a intensificar-se e, em 2025, as empresas portuguesas vão enfrentar grandes desafios para atrair e reter os melhores profissionais.
O mais recente relatório sobre as Tendências de Talento para 2025, da consultora global Robert Walters, revela as principais mudanças que irão redefinir o mercado de trabalho, a liderança e a cultura organizacional nos próximos anos.
Segundo um inquérito realizado pela Robert Walters, 40% dos profissionais em Portugal acreditam que os seus empregadores seguem as estratégias da concorrência para manter a sua relevância no mercado. Este dado reflete um ambiente empresarial altamente competitivo, onde a capacidade de inovação e adaptação é essencial para o sucesso.
O relatório Talent Trends 2025 destaca algumas das principais tendências que irão moldar o futuro do trabalho.
A Inteligência Artificial está a ganhar um papel de destaque nos processos de recrutamento. Atualmente, três em cada dez empresas já integram esta tecnologia na contratação de novos profissionais.
Embora a automação tenha um impacto positivo na eficiência do recrutamento, o fator humano continua a ser indispensável. Assim, torna-se fundamental encontrar um equilíbrio entre a tecnologia e a inteligência emocional para garantir que os processos de seleção sejam eficazes e humanizados.
A liderança centrada nas pessoas está a tornar-se um fator determinante para o sucesso das organizações. Empresas que adotam modelos de gestão baseados na empatia, na flexibilidade e em objetivos orientados por um propósito têm uma probabilidade 2,6 vezes maior de alcançar bons resultados.
Criar um ambiente de trabalho onde os profissionais se sintam valorizados e possam prosperar será essencial para garantir a competitividade empresarial.
A experiência do candidato assume um papel central no processo de recrutamento. Um estudo revelou que 83% dos profissionais alteram a sua perceção sobre uma empresa caso tenham uma experiência negativa durante uma entrevista de emprego.
Assim, as organizações devem encarar os candidatos como clientes e garantir processos de seleção ágeis, transparentes e alinhados com as expectativas do mercado, de forma a atrair e reter os melhores talentos.
O trabalho híbrido continua a ser uma prioridade para muitos profissionais e empresas. Para responder a esta necessidade, as organizações estão a explorar novas abordagens que promovam o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.
Entre as iniciativas em teste destacam-se a implementação da semana de quatro dias e o conceito de ‘window working’, que visa proporcionar maior flexibilidade no horário laboral, aumentando o envolvimento e a produtividade dos colaboradores.
O modelo tradicional de progressão na carreira, baseado numa estrutura hierárquica rígida, está a ser substituído por percursos profissionais mais dinâmicos e flexíveis.
Cada vez mais, os profissionais optam por mudanças laterais, crescimento transversal e progressão baseada em competências, permitindo-lhes adquirir novas experiências e adaptar-se melhor às exigências do mercado de trabalho.
As competências valorizadas pelo mercado de trabalho estão a sofrer uma transformação significativa. Até 2030, prevê-se que 39% das competências atualmente consideradas essenciais irão mudar.
Esta evolução obriga as empresas a investir continuamente na formação dos seus colaboradores, promovendo o desenvolvimento de competências tecnológicas, como inteligência artificial, análise de dados e cibersegurança, bem como competências comportamentais, incluindo liderança, inteligência emocional e capacidade de adaptação.
Apostar na qualificação dos profissionais será um fator-chave para garantir a competitividade das organizações no futuro.
David Ferreira, Country Head da Robert Walters Portugal, afirma que: “A procura pelo talento está mais intensa do que nunca e as empresas que não inovarem vão ficar para trás. As organizações com mais visão já estão a apostar fortemente na digitalização, na flexibilidade e numa abordagem centrada nas pessoas para se diferenciarem no mercado.
Num cenário em que a mudança no local de trabalho é impulsionada pela concorrência, a capacidade de adaptação e a criação de uma cultura onde os profissionais possam prosperar vão ser fatores críticos para o seu sucesso.”
Com um cenário de trabalho em constante evolução, compreender estas tendências e adaptar-se de forma estratégica será fundamental para que as empresas portuguesas se destaquem no mercado.
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