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número de desempregados inscritos nos centros de emprego voltou a encolher em junho. No final do mês, estavam inscritos 264.517 desempregados nos serviços de emprego do continente e das regiões autónomas, menos 9,9% do que no mesmo período do ano passado e menos 3,7% face a maio, segundo dados divulgados esta segunda-feira, 20 de julho, pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).
De acordo com o IEFP, os desempregados inscritos representam 65,5% do total de 403.995 pedidos de emprego registados no final de junho. Em termos homólogos, havia menos 28.971 pessoas inscritas nos centros de emprego do que em junho de 2025. Para esta redução contribuíram sobretudo os desempregados inscritos há menos de 12 meses (-18.547), aqueles que procuram um novo emprego (-25.209) e os maiores de 25 anos (-24.279). Face a maio, o número de inscritos diminuiu em 10.249 pessoas, prolongando a tendência de descida iniciada em fevereiro.
Entre os grupos profissionais com maior peso no desemprego registado, o IEFP destaca as reduções verificadas entre os trabalhadores não qualificados (-10,4%), os trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores (-11,7%), o pessoal administrativo e os trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices, estes dois últimos com reduções homólogas superiores a 12%.
Por outro lado, aumentou o número de desempregados entre os representantes do poder legislativo, órgãos executivos, dirigentes, diretores e gestores executivos (+7,1%), nas profissões das Forças Armadas e entre os especialistas das atividades intelectuais e científicas (+0,5%).
A diminuição do desemprego foi transversal a todas as regiões do país. Em termos homólogos, os maiores recuos registaram-se no Norte (-14,3%), na Madeira (-10,7%) e nos Açores (-8,4%). Já na comparação com maio, todas as regiões voltaram a registar uma redução, destacando-se o Algarve, onde o desemprego caiu 13%.
No final de junho, os serviços de emprego tinham ainda 18.002 ofertas de emprego por satisfazer. Este número representa uma redução de 6,8% face ao mesmo período do ano anterior (menos 1.304 ofertas), mas um aumento de 1,7% relativamente a maio, equivalente a mais 299 ofertas.
Menos casais no desemprego
Os dados do IEFP mostram também que o número de casais em que ambos os elementos estão desempregados voltou a diminuir. Em junho existiam 4.181 casais nesta situação, menos 11,4% do que no mesmo mês de 2025 e menos 2,9% face a maio, prolongando igualmente uma sequência de cinco meses consecutivos de descidas.
No total, entre os desempregados casados ou em união de facto, 8.362 pessoas (8,1%) tinham igualmente o respetivo cônjuge inscrito como desempregado, perfazendo os 4.181 casais registados. Recorde-se que estes casais beneficiam, há vários anos, de uma majoração de 10% no valor do subsídio de desemprego quando têm dependentes a cargo.
O IEFP adianta ainda que, considerando apenas o continente, estavam registados 255.735 desempregados no final de junho, o que representa uma diminuição de 12% em termos homólogos e de 6,6% face ao mês anterior.
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