A
inteligência artificial (IA), a automação e a transformação digital estão a acelerar a mudança no mercado de trabalho e a obrigar empresas e profissionais a reinventarem-se. Num contexto em que se estima que 170 milhões de novos empregos sejam criados até ao final da década, a capacidade de adaptação e o desenvolvimento de novas competências assumem um papel decisivo na empregabilidade e na competitividade das organizações.
Segundo o Relatório sobre o Futuro do Emprego do Fórum Económico Mundial, citado pela Robert Walters, cerca de 170 milhões de novos postos de trabalho deverão surgir até ao final da década, enquanto 92 milhões de funções atualmente existentes poderão ser substituídas por novos papéis, refletindo o impacto crescente da IA, da automação e da evolução tecnológica.
“O sucesso de uma empresa face às mudanças depende da sua capacidade de inovar, e essa inovação começa com as pessoas que a compõem. Por isso, as soft skills terão um papel ainda mais relevante nos próximos anos. Os profissionais precisam de se renovar e reinventar para não ficarem para trás”, afirma David Ferreira, Country Director na Robert Walters Portugal, em comunicado.
Há três competências que podem fazer a diferença
A consultora prevê que quatro em cada 10 competências atualmente exigidas no mercado de trabalho venham a alterar-se nos próximos anos, reforçando a importância das chamadas competências transferíveis. Entre elas, destaca a capacidade de resolver problemas, a criatividade e a inteligência emocional, consideradas particularmente relevantes numa realidade em que a IA assume um número crescente de tarefas repetitivas e baseadas em dados. No plano técnico, a análise estratégica de dados e o domínio de ferramentas associadas a esta área deverão ganhar cada vez mais peso nos processos de recrutamento.
“Sem dúvida, as soft skills ou competências interpessoais terão ainda maior destaque nos próximos anos. Competências como resiliência, liderança centrada nas pessoas ou pensamento crítico serão determinantes na escolha entre candidatos durante um processo de seleção. Diria que estas são as competências essenciais que um profissional deve desenvolver para se antecipar aos papéis emergentes”, sublinha David Ferreira.
A nova prioridade das empresas
A transformação do mercado de trabalho está também a levar muitas organizações a privilegiar o desenvolvimento interno de talento em detrimento da contratação externa. Segundo a Robert Walters, as empresas estão a aumentar o investimento em programas de reskilling e upskilling, procurando dotar os colaboradores de novas competências para responder às exigências do mercado.
Esta tendência está igualmente a impulsionar a procura por profissionais especializados em formação e desenvolvimento nas equipas de recursos humanos, refletindo a crescente importância da aprendizagem contínua nas estratégias de gestão de talento. Ao mesmo tempo, a consultora considera que as organizações capazes de promover culturas empresariais mais flexíveis e orientadas para a inovação estarão mais bem preparadas para responder às mudanças que se avizinham.
“O futuro do trabalho já chegou, e aqueles que estiverem dispostos a evoluir juntamente com ele serão os líderes do amanhã”, remata David Ferreira.
Aproveite e leia já as últimas edições da RHmagazine AQUI