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número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu 9,3% em agosto face ao mesmo mês de 2025, para 273.723 pessoas. Contudo, em comparação com julho, registou-se um aumento de 1,7%, com mais 4.623 pessoas inscritas, segundo os dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).
No final de agosto, estavam registados nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas 273.723 indivíduos desempregados, correspondentes a 68,5% de um total de 399.500 pedidos de emprego, informa o IEFP.
Em termos homólogos, são menos 27.915 pessoas inscritas nos centros de emprego. Para esta redução contribuíram, em termos absolutos, os desempregados inscritos há menos de 12 meses, com uma diminuição de 14.522 pessoas, os que procuram um novo emprego, com menos 24.277, e os maiores de 25 anos, com menos 23.387.
Face a a julho, o desemprego registado aumentou em 4.623 pessoas. Este é já o segundo mês consecutivo de subida, depois de cinco meses seguidos de recuos, entre fevereiro e junho.
Onde caiu mais o desemprego?
Entre os grupos profissionais com maior expressão, a evolução homóloga foi negativa em várias categorias. O desemprego diminuiu 14,8% entre os trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices, 14,2% entre os operadores de instalações e máquinas e trabalhadores da montagem, 11,2% entre os trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores, e 9,9% entre os trabalhadores não qualificados.
A maior redução percentual ocorreu entre os agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura, pesca e floresta, com uma queda de 22,3%. Ainda assim, o IEFP ressalva que o impacto deste grupo no total é limitado pelo seu reduzido peso, de apenas 2%.
Pelo contrário, aumentou o desemprego entre os representantes do poder legislativo, órgãos executivos, dirigentes, diretores e gestores executivos, com uma subida homóloga de 8,3%. Também neste caso, o grupo representa uma parcela reduzida do total, de 3,4%.
Norte regista a maior descida
A redução homóloga do desemprego registado abrangeu todas as regiões em agosto. As descidas mais acentuadas verificaram-se no Norte, com -14,9%, na Madeira, com -10,5%, e nos Açores, com -7%.
Porém, na comparação com julho, algumas regiões registaram aumentos. Os mais expressivos ocorreram no Centro, onde o desemprego cresceu 3,3%, e na região de Lisboa e Vale do Tejo, com uma subida de 2%.
Apesar da subida mensal do desemprego, o número de ofertas de emprego por satisfazer também aumentou. No final de agosto, estavam registadas 19.248 ofertas de emprego por satisfazer, mais 2,7% do que no mês anterior e mais 2,6% face a agosto de 2025.
Menos casais desempregados
O número de casais em que ambos os elementos estão desempregados também diminuiu em termos homólogos. Em agosto, eram 4.353, menos 11% do que no mesmo mês de 2025. Na comparação com julho, contudo, verificou-se uma subida de 4,1%.
Segundo o IEFP, do total de desempregados casados ou em união de facto, 8.706 pessoas, correspondentes a 8,1%, tinham também registo de que o respetivo cônjuge estava inscrito como desempregado no serviço de emprego. Este universo corresponde aos 4.353 casais desempregados registados em agosto de 2026. Recorde-se que os casais nesta situação de duplo desemprego têm, há vários anos, direito a uma majoração de 10% do valor da prestação de subsídio de desemprego quando tenham dependentes a cargo.
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