Autor: Miguel Melo de Carvalho, Vice President of Learning and Development da Teleperformance Portugal
No atual contexto empresarial, as organizações devem demonstrar agilidade e adaptabilidade para se manterem competitivas, especialmente no que diz respeito à manutenção de pessoas qualificadas e à capacidade de acompanhamento da transformação digital e do mercado. Nesse sentido, o reskilling e o upskilling são estratégias essenciais para garantir que as pessoas estejam preparadas para o futuro.
O estudo “The Future of Jobs”, do World Economic Forum, refere que, em dois ou três anos, 40 a 50 por cento dos empregadores vão precisar de começar a apostar seriamente neste tipo de programas, a fim de acompanhar o rápido desenvolvimento das novas tecnologias. Nesse sentido, conclui-se que estas estratégias são basilares para manter os colaboradores relevantes nas suas funções.
O upskilling e reskilling trazem benefícios significativos para as organizações, tais como a retenção de talento, a oportunidade de aprendizagem, o crescimento nas organizações e a melhoria, motivação e compromisso dos colaboradores. Contribuem, por isso, para a produtividade e eficiência dos colaboradores e fornecem as competências necessárias para um melhor desempenho das suas funções, levando a uma maior satisfação e retenção de clientes internos e externos. Estes processos ajudam ainda as organizações a manter-se competitivas face à concorrência, uma vez que preparam as pessoas para as tecnologias e tendências emergentes, alimentando as necessidades de inovação.
As organizações devem criar oportunidades para que os colaboradores possam implementar as suas novas competências em ambiente real, através de formação em contexto de trabalho e processos de coaching/mentoring
Para implementar um programa de reskilling e upskilling bem-sucedido, é necessário planeamento e execução cuidadosos. As organizações devem identificar as lacunas de competências nas suas equipas e desenvolver programas de desenvolvimento relevantes, que respondam a essas lacunas. Devem, ainda, criar oportunidades para que os colaboradores possam implementar as suas novas competências em ambiente real, através de formação em contexto de trabalho e processos de coaching/mentoring. É importante medir a eficácia dos programas de reskilling e upskilling, incluindo o acompanhamento das métricas de desempenho dos colaboradores e a recolha de feedback dos participantes.
Atualmente, as empresas estão cada vez mais atentas à implementação destas iniciativas. A Teleperformance Portugal tem o programa “Jump!”, que tem como intuito desenvolver a carreira dos colaboradores, contribuindo para uma percentagem importante das necessidades de recrutamento interno para a maioria dos departamentos e níveis hierárquicos.
Artigo publicado na edição 146 da RHmagazine, referente aos meses de maio e junho de 2023