A primeira edição do estudo Happiness Works remonta a 2012 e o mesmo tem tido como objetivo avaliar o nível de Felicidade Organizacional nas empresas. Até 2023, já participaram no estudo Happiness Works 47.000 profissionais e 390 organizações.
Com o novo ano a aproximar-se, Guilhermina Monteiro, co-Founder e Partner na Happiness Works, espera que a edição de 2024 tenha ainda mais participantes, estimando obter aproximadamente 7.000 respostas.
O estudo vai manter as análises realizadas em anos anteriores, mas vai introduzir novos conceitos para análise. “Em 2024, também pretendemos aprender mais sobre o conceito de ‘desfrutar a vida'”, explica Monteiro, citando uma das novidades do estudo para o próximo ano.
“O estudo Happiness Works 2024 decorre entre novembro de 2023 e abril de 2024”, acrescenta Guilhermina Monteiro
Na edição de 2023, publicada na revista Exame, o nível de felicidade organizacional atingiu os 3,9 (numa escala de 0 a 5), pelo segundo ano consecutivo. O resultado final foi atribuído a fatores como as novas formas de trabalho – remoto e híbrido -, “a par da luta pelo talento e de uma maior consciencialização das empresas em promover um ambiente de cuidado com os trabalhadores.
A mesma edição do estudo verificou qual foi o índice de felicidade por idade, ensino, local de trabalho e género. Por idade, a faixa etária até aos 30 anos e entre os 31 e os 40 anos teve o mesmo valor (3,9), enquanto os trabalhadores com mais de 40 anos revelaram um índice de felicidade menor (3,8). No caso do ensino, os trabalhadores com o Ensino Superior são mais felizes do que colaboradores sem um grau académico (3,9 vs. 3,8). Em termos do local de trabalho, os colaboradores mais felizes preferem um regime de trabalho remoto ou híbrido (4,0) e os colaboradores menos felizes trabalham apenas no escritório (3,7). Relativamente ao género, os trabalhadores masculinos são mais felizes do que os trabalhadores femininos (3,9 vs. 3,8).
Durante a apresentação do estudo, Georg Dutschke, Partner e fundador da Happiness Works, salientou que já começa a existir um certo desencanto relativamente ao trabalho exclusivamente remoto e, no caso das profissões que o permitem, “o trabalho híbrido é fundamental” para o futuro das organizações.
O evento de apresentação, que decorreu em junho, revelou também quais foram as empresas mais felizes em Portugal e também qual o “happy boss” e o “happy manager do ano”. De acordo com a Exame, o pódio das empresas mais felizes foi ocupado pela Milestone (1.º), PHC (2º) e WY Group (3º). O título de “happy boss” foi atribuído a Ricardo Parreira, CEO da PHC, e de “happy manager” foi dado a Rita Marques, da Milestone.
As edições dos rankings anteriores estão disponíveis para consulta no site da Happiness Works, acessível a partir deste link.