Num mercado de trabalho progressivamente mais competitivo, as empresas precisam de reinventar as formas como atraem os profissionais altamente qualificados. Por isso, passaram a existir diferentes tipos de remuneração que são acrescidos ao salário.
Neste sentido, a Robert Walters analisou o que são benefícios de remuneração e por que eles podem ser uma solução para organizações que buscam atrair e reter seus funcionários.
“Além do salário fixo, um profissional pode receber um salário variável dependendo do alcance dos objetivos definidos. Por outro lado, e para além do seu salário fixo ou variável, as empresas podem oferecer aos seus colaboradores benefícios remuneratórios”, explica a consultora.
A remuneração flexível é aquela que permite que parte do salário bruto seja destinada a atividades, produtos ou serviços em que o trabalhador possa ser isento de retenções de imposto de renda. Portanto, um profissional consegue economizar nas despesas mês a mês, enquanto a empresa consegue melhorar o bem-estar e a satisfação de suas equipas sem custos salariais.
Quais benefícios são mais comuns e que tipo de empresas os oferecem?
Atualmente, as grandes empresas e multinacionais são as mais propensas a oferecer esses benefícios para complementar os salários, embora isso não signifique que sejam as únicas. Entre os benefícios mais comuns para os funcionários encontramos:
- Seguro de saúde: Pode incluir seguro odontológico ou até mesmo cobertura familiar.
- Plano de previdência: permite poupar para a aposentadoria com vantagens fiscais.
- Flexibilidade de trabalho: como a possibilidade de trabalhar remotamente ou ter horários flexíveis de entrada e saída.
- Vale transporte: economia em viagens de casa para o trabalho, que também pode incluir a família.
- Vale refeição pagamento de parte das comidas e bebidas que podem ser adquiridas nos restaurantes. Há também organizações que têm um refeitório dentro do local de trabalho, ou que fornecem frutas e snacks gratuitos.
- Veículo da empresa: às vezes inclui cartão de combustível e estacionamento ou, em casos mais isolados, bônus de limpeza.
- Benefícios para o bem-estar: como academia, serviço de fisioterapia, atendimento psicológico, programa de cessação do tabagismo, programa de menopausa, entre outros
- Férias pagas: por exemplo, licença maternidade/paternidade prolongada ou, menos comum no nosso país, férias anuais remuneradas ilimitadas.
- Pacote de acionistas: é comum quando o assunto é fidelização aos gestores de grandes empresas.
- Outros serviços: qualquer serviço adicional, como lavanderia.
“É verdade que as grandes empresas tendem a oferecer mais benefícios de remuneração aos seus funcionários, mas ultimamente observamos que as startups ousam ser mais inovadoras, oferecendo horários 100% flexíveis, espaços de lazer, suas próprias academias…”, diz Susana Costa, senior manager na Robert Walters Portugal Brasil.
“Por outro lado, as PME estão a tentar adaptar-se e a abraçar alguns destes benefícios, tanto para atrair como reter o seu talento, embora em menor medida devido à falta de recursos e às suas políticas de recursos humanos”, acrescenta Susana.
Uma tendência crescente para mitigar os efeitos da inflação
Porque a remuneração flexível é uma forma eficaz de aumentar o salário líquido de um profissional sem assumir custos salariais mais elevados, espera-se que nos próximos meses continue a aumentar a sua popularidade entre as empresas que procuram compensar o aumento do custo de vida dos seus profissionais.
Além disso, já não é apenas uma forma de atrair e reter todos os tipos de perfis, independentemente do seu nível de senioridade, mas também ajuda as empresas a diferenciarem-se da concorrência.
“Nos próximos anos veremos como a criatividade se torna importante no desenvolvimento de novos benefícios, o que é um desafio para os departamentos de recursos humanos e, em especial, para os responsáveis pela equipe de remuneração e benefícios”, finaliza Susana Costa, senior manager na Robert Walters Portugal Brasil.