De acordo com um relatório apresentado por alguns analistas do Deutsche Bank, os trabalhadores que se encontram em teletrabalho devem pagar um imposto para ajudar a sustentar os trabalhadores que recebem menos e que não têm a opção de trabalhar a partir de casa, como é o caso de enfermeiros e operários fabris. A análise do banco defende que o imposto serviria para sustentar essas funções.
Estes analistas propõem um imposto de 5% sobre o salário de um trabalhador que opta pelo teletrabalho, ou seja, que não é forçado ao teletrabalho graças às medidas do governo. Assim, esse imposto seria pago pelos empregadores e o dinheiro reverteria para os trabalhadores que não têm a possibilidade de trabalhar a partir de casa.
Neste relatório de pesquisa intitulado “What We Must Do to Rebuild“, analistas apontam que os trabalhadores remotos deveriam pagar um imposto pelo privilégio de trabalhar em casa, argumentando que seria justo, uma vez que os teletrabalhadores estão a economizar comparativamente a quem trabalha fora de casa. Ou seja, um funcionário com condições médias na empresa, de acordo com o relatório, não sairia prejudicado com essa taxa, uma vez que tem custos reduzidos com viagens, alimentação e roupas formais.
O banco projeta ainda que esta medida poderia render, por exemplo para os EUA, à volta de 48 mil milhões de dólares. Um imposto de trabalho em casa de 5% sobre um salário médio de 55 mil dólares equivale a cerca de 10 dólares por dia nos Estados Unidos. Para o Reino Unido, o imposto equivale a cerca de 7 libras, com um salário de 35 mil libras.
[Fonte: USA Today]
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