U
m estudo realizado pela empresa de formação Galileu junto dos departamentos de Recursos Humanos das empresas em Portugal, revela que a maioria dos profissionais inquiridos (54%) prevê um reforço de equipas nas suas organizações nos próximos 12 meses. São mais os profissionais das pequenas e médias empresas a responder positivamente a um reforço das equipas (58%); enquanto nos profissionais as grandes empresas a expectativa de novas contratações é mais baixa (48%).
“O Barómetro RH 2025 revela um setor em transformação, onde os Recursos Humanos são cada vez mais chamados a desempenhar um papel estratégico. A aposta clara no desenvolvimento de competências reflete uma preocupação crescente com a preparação das equipas para um futuro exigente e dinâmico, mas há vários pontos críticos para as organizações melhorarem: o alinhamento dos RH com os objetivos da organização, o desenvolvimento de estratégias de reskilling para fazer face às mudanças de funções trazidas pela transformação digital e a sua capacidade de atrair talento qualificado”, resume o Head of Marketing da GALILEU, Pedro Tavares, em comunicado.
Questionados sobre como irão preencher as novas vagas, o recrutamento é a forma mais apontada pelos inquiridos. Contudo, Apesar da intenção de recrutar, 61% dos inquiridos identificam a escassez de candidatos com as qualificações exigidas como a principal dificuldade, o que “confirma um desajuste estrutural entre as competências dos profissionais no mercado e as exigências reais das organizações”, pode ler-se em comunicado. Esta lacuna é particularmente visível em áreas técnicas e tecnológicas, onde a transformação digital avança, muitas vezes, mais rápido do que o mercado prepara novos profissionais. Além disso, a pressão salarial é outro obstáculo mencionado por mais de metade dos profissionais de RH (52%).
Estes dados reforçam a urgência de investir em estratégias de employer branding, formação interna (upskilling/reskilling) e políticas salariais e de benefícios competitivos, para que as organizações consigam responder à escassez de talento de forma sustentada. Os dados revelam a existência de estratégias de upskilling nas organizações”, com 67% dos inquiridos a afirmar que as suas organizações já iniciaram este caminho – ainda que, em muitos casos (45%), estas estratégias não estejam ainda completamente estruturadas ou implementadas.
Esta aposta pode ser explicada pela necessidade imediata de colmatar lacunas de competências no recrutamento externo, tornando o upskilling uma resposta tática à escassez de talento. No entanto, estes números baixam consideravelmente quando falamos de estratégias de reskilling – presentes apenas em 48% das organizações e de forma estruturada em apenas 15%.
Os dados revelam ainda que, em 2025, a gestão intermédia e as equipas operacionais é o foco do investimento em formação e desenvolvimento de competências, com destaque para as soft skills, para 77% e 75% dos inquiridos, respetivamente. As competências técnicas específicas são também uma prioridade, mencionadas por 55% dos inquiridos.
Liderança e gestão de equipas surgem como as competências mais valorizadas para os próximos dois anos, sendo apontadas por 60% dos profissionais de RH. Seguem-se a inteligência emocional e a comunicação (48%), o trabalho em equipa e a colaboração (25%). Competências técnicas específicas continuam igualmente a merecer atenção (55%), assim como as competências digitais e tecnológicas (24%), inteligência artificial e automação (23%) e pensamento crítico e resolução de problemas (24%).