O Happiness Works faz uso da IA para criar arquétipos de colaboradores, extraindo e analisando dados que revelem as suas principais motivações, os seus comportamentos e as suas preferências. Os arquétipos devem ser aplicados no ambiente corporativo.
Para que seja possível concluir o processo com sucesso, são imprescindíveis as seguintes etapas:
- Coleta de Dados Relevantes – Os dados são obtidos através das respostas ao diagnóstico Happiness Works. Podem ser demográficos (idade, sexo, tempo de serviço), comportamentais (participação em formações, avaliações de performance, taxas de promoção), de preferências e felicidade (clima organizacional, entrevistas, avaliações de compromisso), de motivações e aspirações, ou de saúde e bem-estar (programas de saúde, ausências, indicadores de stress).
- Segmentação dos Dados – Os dados extraídos são usados para segmentar os colaboradores em grupos de perfis semelhantes. Existe várias técnicas para segmentar dados, dependendo da complexidade dos dados e dos objetivos. Algumas abordagens que utilizamos incluem a análise cluster (técnica de aprendizagem de máquina que agrupa indivíduos em clusters com base em semelhanças nos dados fornecidos).
- Criação de Personas Baseadas em Dados – Após a análise dos dados quantitativos, são criadas personas de trabalhadores baseadas nos arquétipos. Cada persona é uma narrativa que descreve as características de um grupo específico (idade média, motivações, o que eles valorizam no trabalho).
- Análise e Classificação – Com os grupos criados, é possível começar a identificar necessidades comuns em cada arquétipo. São analisados motivadores-chave (o que os motiva), riscos de saída (qual é o mais provável de abandonar a organização), compatibilidade cultural (de que forma se alinham com o propósito da organização) e expectativas de desenvolvimento (quais são os mais propensos a procurar oportunidades de desenvolvimento).
- Criação de Arquétipos – Após a análise dos dados, são construídos perfis completos dos arquétipos de trabalhadores. Um arquétipo pode incluir um nome (comportamento dominante), características-chave (principais atributos, como metas de carreira ou preferências de trabalho), motivações e incentivos (o que é mais valorizado, como salário ou flexibilidade), ou desafios (principais frustrações enfrentadas no ambiente de trabalho).
- Definição de Ações Recomendadas – São estabelecidas políticas ou mudanças que podem melhorar a felicidade e a retenção de cada arquétipo, como programas de desenvolvimento, ou benefícios adicionais.
- Acompanhamento e Ajustes – Uma vez definidos, os arquétipos podem ser reavaliados periodicamente com novos dados. A empresa pode monitorizar a felicidade e o desempenho dos colaboradores, ajustando as estratégias conforme necessário. Por exemplo, se a empresa observar que o “Construtor de Carreira” está mais infeliz com o tempo de promoção, pode introduzir novas oportunidades de desenvolvimento para esse grupo.
O evento para a premiação das empresas do ranking Happiness Works será na última semana de maio. Fique atento às novidades sobre este projeto pioneiro em Portugal e prepare-se para o evento que contará com a presença da RHmagazine.