Autor: António Saraiva, Business Development Manager | ISQ Academy
Ambiguidade, incerteza, volatilidade, complexidade. Quatro palavras que caraterizam os dias de hoje. E este é o contexto que proporciona desafios acrescidos à atual “Gestão de Pessoas”! Que estratégias para a produtividade e o desenvolvimento de pessoas? Como suprirmos atualmente as necessidades de competências do mercado que, em particular, exigem adaptações sucessivas?
Constata-se, em alguns setores, défice de talento e elevado turnover, que muitas vezes nos deparamos em profissões e em setores de atividade cruciais para o funcionamento da sociedade. Já para não falarmos quando verificamos que ainda estamos longe de um nível de digital skills que é necessário atingir para enfrentarmos um ambiente tecnológico sem recuo.
Se cruzarmos toda a literatura e algumas opiniões firmadas em gestão de pessoas, acabamos por verificar que os desafios, se não mesmo preocupações, para 2023, se situam sempre nos mesmos temas.
Metodologias ágeis nas rotinas e nos processos são fundamentais, em particular porque proporcionam estruturas de RH mais estratégicas e não tão operacionais, principalmente se nos apoiarmos um “people analytics” mais consistente. Tudo isto permite um alinhamento com a Inovação, melhorias dos ambientes de aprendizagem, maior transparência de processos, com aposta em benefícios flexíveis, em termos de reconhecimento. Tal induz uma cultura organizacional baseada na experiência, mas com ambientes mais favoráveis e redes colaborativas a funcionarem eficazmente.
Terão de se procurar (ou preparar) profissionais multidisciplinares, com uma forte conetividade de diversas skills
Outros desafios estendem-se pelo mundo da Inteligência Artificial, mas sem se perder a devida humanização organizacional. E induzidos a favor de uma employee experience mais rica, também assente em novos (ou inovadores) modelos de trabalho, ambientes físicos e…culturais agradáveis, bem como benefícios atrativos. Certamente, terão de se procurar (ou preparar) profissionais multidisciplinares, com uma forte conetividade de diversas skills.
Desta forma, temas como o upskilling e o reskilling continuarão a estar na agenda de 2023. Precisa-se cada vez mais de culturas de aprendizagem fortes e de se incentivar a mobilidade interna. Exclusivamente desta forma conseguiremos chegar ao final de 2023 não tão só com uma comemoração mais – o ano europeu das competências -, mas, acima de tudo, com intervenções claras e expressivas no aumento de competências das pessoas, em particular ao nível das competências verdes, das digital skills, em liderança que acompanhe o “Mundo 4.0”.
Enfim, utilizarmos bem o que a tecnologia nos oferece, um verdadeiro “RH Mobile”, agrupando toda a employee experience, sempre num verdadeiro ambiente de learning organization.
Artigo de Opinião publicado na edição 143, referente aos meses de novembro/dezembro de 2022