Segundo o Índice de Confiança da Michael Page relativo aos primeiros três meses do ano, 54% dos profissionais mudariam de emprego em prol do desenvolvimento de novas competências e 34% por melhores condições salariais.
O desenvolvimento de novas competências é o principal fator desencadeador de uma mudança de emprego. Mas a procura por melhores condições salariais e a evolução na carreira também levam os profissionais a mudarem de trabalho. As conclusões são do Índice de Confiança da Michael Page, relativo ao primeiro trimestre deste ano.
O estudo que analisa a perceção dos profissionais em relação ao atual mercado laboral revela que, dos 603 profissionais que se candidataram a ofertas de emprego através do site da Michael Page e responderam ao seu inquérito, 54% apontam o desenvolvimento de novas competências como a principal razão para uma mudança de trabalho, 34% procuram uma melhor condição salarial e 30% pretendem uma evolução na carreira.
Segundo os dados do Índice de Confiança da consultora de recrutamento, 69% dos trabalhadores sentem-se confiantes em relação ao desenvolvimento de novas competências, 61% esperam executar novas funções e 55% esperam ser promovidos. No que diz respeito à mudança de emprego, 57% dos candidatos acreditam que irão encontrar um trabalho nos próximos três meses e 63% acreditam que o mercado de trabalho irá melhorar nos próximos seis meses.
O estudo indica, ainda, que 55% dos portugueses inquiridos consideram aceitar trabalhos temporários. A possibilidade de enriquecer as competências e experiência (60%) e trabalhar com empresas diferentes e experimentar novas funções (44%) estão entre os principais motivos para considerar um trabalho temporário. Os 45% dos profissionais que não consideram este tipo de trabalho indicam como motivos a falta de estabilidade financeira (68%) e o fraco desenvolvimento de competências (41%).
O índice de confiança em Portugal registou um aumento de um ponto percentual, fixando-se nos 56%. A média europeia situa-se nos 57% e a Alemanha é o país da Europa mais satisfeito com o mercado laboral, com 68%. Já a Itália detém o menor índice de satisfação, com 44%.
“Os indicadores de confiança laboral mostram o dinamismo do mercado português e o crescente otimismo dos trabalhadores no futuro laboral e na economia”, afirma Álvaro Fernández, diretor-geral da Michael Page Portugal, em comunicado.