Em muitas empresas, errar é sinónimo de vergonha ou, pior ainda, medo. Mas na fintech norte-americana Biller Genie, o erro não é tabu – é celebrado. Sim, leu bem.
A cofundadora da empresa, Garima Shah, decidiu há alguns anos criar uma reunião mensal com um nome que dispensa eufemismos: “fuck-up of the month”. A ideia é simples. Todos os meses, os colaboradores são convidados a partilhar histórias dos erros que cometeram. No final do ano, a “maior asneira” é premiada.
“Pode ser qualquer coisa. Um e-mail enviado à pessoa errada (…) ou algo muito mais grave”, contou ao Business Insider. O objetivo, explicou, é que ninguém tenha receio de falhar e que todos possam aprender com os erros. “O importante é a responsabilização.”
“O vencedor do ano passado foi um colaborador que, acidentalmente, redefiniu as definições de 3 500 clientes e clicou em ‘guardar’.” O incidente acabou por trazer melhorias. “Concluímos que aquele colaborador não deveria ter tido acesso que tornasse possível esse erro.”
A responsável fez questão de frisar que esta cultura de transparência não é um convite à benevolência. “Se repetem o mesmo erro várias vezes, aí não há tolerância.” O desafio, admite, está em encontrar o equilíbrio entre vulnerabilidade e rigor.
Antes do “fuck-up of the month”, há sempre espaço para outro momento simbólico – o “kudos of the month” – em que a empresa reconhece os colaboradores que mais se destacaram no mesmo período. Um gesto que, nas palavras de Garima Shah, ajuda a reforçar o espírito de equipa e a criar uma cultura que valoriza quer o sucesso como a aprendizagem.