Portugal é o país europeu menos avançado na adoção de People Analytics, mas os resultados obtidos pelas empresas que já utilizam esta metodologia revelam-se “extremamente positivos”, segundo o mais recente relatório da Factorial, baseado na análise a mais de 800 executivos e gestores europeus.
Por cá, 61% das empresas utilizam ou planeiam adotar People Analytics. Entre aquelas que já implementaram a prática, os benefícios são praticamente unânimes: 100% reportam uma melhoria na tomada de decisão em recursos humanos, 98% registaram um aumento da produtividade e 82% confirmaram melhores níveis de retenção de talento.
No entanto, o estudo aponta também entraves significativos: 58% das empresas portuguesas afirmam enfrentar dificuldades devido à falta de dados fiáveis, uma limitação que condiciona a consolidação desta metodologia no país.
“Estes números confirmam que, apesar da baixa maturidade no panorama europeu, Portugal apresenta um enorme potencial de crescimento no People Analytics. Os ganhos em produtividade e tomada de decisão já demonstram o impacto transformador da metodologia“, pode ler-se num comunicado da Factorial.
Itália e Alemanha surgem como os países mais avançados na utilização de People Analytics, enquanto a França regista forte interesse, mas encontra obstáculos relacionados com competências internas, restrições orçamentais e dificuldades em transformar dados recolhidos em ações estratégicas.
O principal desafio identificado pela Factorial não passa apenas pela adoção tecnológica, mas sobretudo pela capacidade de passar da intenção à ação, garantindo que os dados recolhidos são fiáveis e traduzidos em decisões estratégicas com impacto real no futuro das organizações.
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