A investigação da Kelly, consultora de recursos humanos, revela também que apenas 39% dos inquiridos considera que a empresa tem o cuidado necessário para criar um ambiente de segurança psicológica.
“Num momento em que muitos afirmam estarmos perante o fim do conceito de ‘carreira’, as pessoas continuam a precisar de perspectivas e objetivos no trabalho. Tem de haver espaço para crescerem a nível profissional e pessoal e a empresa deve ter um valor acrescentado na vida dos colaboradores, da mesma forma que acontece o contrário”, afirma Rui Barroso, VP da Kelly International e CEO da Kelly em Portugal.
Principais tendências
A falta de oportunidades, progressão na carreira, falta de formação, remuneração e ausência de ferramentas e de tecnologias são algumas das razões apontadas como as mais desafiantes no panorama laboral atual.
No que diz respeito à aquisição de talento, Portugal regista os níveis mais baixos de investimento em aumentos salariais e em benefícios, comparativamente com os restantes países.
“Aquilo que é mais oferecido pelas organizações nacionais é a possibilidade de progredir dentro da empresa, registando neste aspeto valores acima de todos os outros.”, explica Kelly.
Sobre o tema de work-life balance, o mesmo relatório esclarece que “a Alemanha e Portugal são os dois países com valores mais baixos (36%), face a todos os restantes e à média global (41%), no que toca aos colaboradores respeitarem o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.
Outras conclusões
- 53% dos profissionais afirmam ter um sentimento de pertença à sua empresa quando trabalham num ambiente psicologicamente seguro
- 44% dos colaboradores que tencionam ficar na sua empresa atual quando têm mais do dobro das probabilidades de afirmar que os líderes adoptam comportamentos inclusivos
- 36% dos colaboradores portugueses apontam as boas oportunidades de desenvolvimento de competências como a principal razão para não abandonarem as suas funções atuais, seguida da boa progressão na carreira (32%) e um bom equilíbrio entre a vida profissional e pessoal (20%)
- 88% dos profissionais acreditam que os seus empregadores se preocupam com a sua saúde mental, em comparação com apenas 2% dos que tencionam abandonar uma função
O estudo “Global Re:work” foi realizado a partir da amostra de 4.200 profissionais e 1.500 líderes em 11 países diferentes, entres eles Portugal.