Falta-lhes conhecimentos, recursos e verbas para que consigam responder aos ciberataques que se multiplicam, revela o estudo “The Impossible Puzzle of Cybersecurity”, da Sophos.
Os ciberataques multiplicam-se e os gestores de TI estão a ter dificuldades em acompanhá-los, por falta de conhecimentos de segurança, orçamento e tecnologia moderna. A conclusão é da Sophos, responsável pelo estudo “The Impossible Puzzle of Cybersecurity”, que “demonstra a forma como as técnicas de ataque são variadas e frequentemente com várias fases, aumentando a dificuldade para defender as redes empresariais”.
Segundo os dados do estudo, um em cada cinco gestores de TI não sabe como foi atacado “e a diversidade dos métodos de ataque significa que nenhuma estratégia de defesa é infalível”, realça a Sophos. Dos inquiridos que foram vítimas de um ciberataque, 53% foram atingidos por um e-mail de phishing, 30% por ransomware e 40% sofreram uma violação de dados.
Para 75% dos gestores de TI, os exploits de software, as vulnerabilidades sem correção e as ameaças de tipo zero-day são considerados riscos máximos de segurança. Para 50%, é o phishing. De acordo com a Sophos, é “preocupante que apenas 16% dos gestores de TI considerem a cadeia de fornecimento como um dos principais riscos de segurança”.
De acordo com o estudo “The Impossible Puzzle of Cybersecurity”, em média, 26% do tempo das equipas de TI é passado na gestão de segurança. No entanto, 86% dos gestores concordam que a competência de segurança pode ser melhorada e 80% quer uma equipa mais forte, preparada para detetar, investigar e responder a incidentes de segurança. Mas o recrutamento de profissionais com as competências de cibersegurança necessárias é um problema, indicado por 79% dos inquiridos.
À dificuldade em contratar profissionais, soma-se o orçamento de cibersegurança das organizações, que, para 66% dos gestores de TI, está abaixo do necessário, e a ausência de tecnologia atualizada, considerada por 75% um desafio.
O inquérito The Impossible Puzzle of Cybersecurity foi realizado por Vanson Bourne e resulta de entrevistas a 3.100 decisores de TI, nos Estados Unidos, Canadá, México, Colômbia, Brasil, Reino Unido, França, Alemanha, Austrália, Japão, Índia e África do Sul. Todos os inquiridos faziam parte de organizações que empregam entre 100 a cinco mil colaboradores.