Desde o Executive MBA – que ocupa a 61.ª posição no ranking do Financial Times – às pós-graduações online, é vasta a oferta formativa do Iscte Executive Education. Mas há algo que a une… a vertente hands-on.
O que vos distingue no mercado da formação de executivos?
Distinguem-nos três pilares: 1) Going international, a nossa primeira prioridade. Ou seja, procurar internacionalizar a formação de executivos para Médio-Oriente, Brasil, EUA, China e países de expressão portuguesa; 2) Oferta de Catálogo, em open enrollment, que proponha programas e experiências que tenham vertente aplicacional e abordem o “como fazer” e as ferramentas de que cada pessoa se deve munir para melhor trabalhar; 3) Corporate solutions totalmente desenhadas ou coconstruídas numa lógica de problem-solving para clientes empresariais.
O nosso ethos está em saber fazer. Não apenas inspirar.
Apresentam dois ângulos de entrega de formação – “corporate” e “open”. O que gostaria de salientar de cada uma das vertentes formativas?
Precisamente a capacidade de entrega de soluções de valor acrescentado. Ou seja, soluções que sejam muito hands-on e muito orientadas aos instrumentos e ferramentas que poderão ser aplicados no dia seguinte ao da formação. O lado prático e aplicacional forja-nos desde a nossa origem e assim continuaremos. Se a isto aliarmos uma proximidade única docente-aluno e uma experiência efetiva que faça a diferença no final, então faz sentido a forma como fazemos e os participantes identificam-se com essa forma de fazer.
Do lado “open”, salientaria a possibilidade de tornarmos a aprendizagem prática e com exemplos e casos reais. Do lado “corporate”, a possibilidade de construirmos à medida e sermos capazes de customizar por inteiro. Um mindset, apenas: aplicacional. Um resultado: experiência. Um complemento: inspiração. Devo dizer que, na escolha, este é o caminho. E preferimos muito vincar a componente aplicacional à inspiracional. Queremos mesmo que as pessoas que nos escolhem estejam preparadas para “fazer”. Tudo isto se aplica ao mercado nacional, mas também ao internacional.
Considerando o segmento “corporate”, qual a importância para uma empresa de procurar uma formação do Iscte Executive Education? Como sentem o mercado neste âmbito?
A importância para nós é enorme, como não poderia deixar de ser. O nosso mote é “Real Life Learning” – a aprendizagem do dia a dia, as ferramentas, a possibilidade de aplicá-las à resolução de problemas é uma característica muito nossa. E das empresas que nos procuram.
O mercado internacional tem estado muito ativo. O mercado nacional tem estado em velocidade de cruzeiro. Não sentimos grandes variações face a um passado presente.
E para um aluno, que mais-valias traz a vossa oferta, nomeadamente ao nível da progressão de carreira e vencimentos?
O nosso Executive MBA, 61.o no ranking do Financial Times, tem precisamente a progressão salarial como o
aspeto mais crítico em termos de output do processo formativo. De resto, se a formação for um investimento, qualquer participante tem de ter um payback. E isso vê-se. Ou sabe fazer mais e melhor ou não sabe; se souber consegue monetizar esse conhecimento.
Para além dos MBA e Executive Masters, possuem um catálogo de programas “Boost”. Em que consistem?
São programas de curta duração, de meio dia a uma semana, que permitem em compasso acelerado apreender alguns dos principais instrumentos de determinadas áreas de conhecimento e seus interfaces. Vale muito o journey, a experiência, mas com epicentro nos instrumentos e ferramentas que os participantes levam para fazer acontecer.
O nosso Executive MBA, 61.º no ranking do financial times, tem a progressão salarial como o aspeto mais crítico em termos de output
Impulsionadas pela pandemia, as vossas pós-graduações online já vão para a 4.a edição. Que pontos positivos têm retirado desta “nova” metodologia?
Muitos. Temos um mercado que pretende flexibilidade, estruturação, conhecimento e praticidade. Temos nestas pós-graduações trabalhos com empresas que connosco estão envolvidas e que são mais-valias únicas na possibilidade de entregas reais, de se ser escrutinado em frente a uma direção ou a um board de empresa, de se ser profissional e de acrescentar valor. Não estamos no mercado da inspiração em que apenas se faz formação sem instrumentação. Estamos essencialmente do lado hands-on e, obviamente, não esquecendo a experiência. Dito isto, aqui e ali, poderá haver inspiração, mas terá de haver transpiração e saber fazer. Sem esta vertente, não conheço profissionais que tenham sucesso (seja isso o que for…).
Estas pós-graduações permitiram-nos muitos mercados externos e constituíram-se como um dos streams de formação estruturantes, com entregas em todo o mundo, em inglês.
Entrevista publicada na edição n.º 139 da RHmagazine, referente aos meses de março/abril de 2022.
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