Numa altura em que a IA está a alterar funções, processos e competências, os trabalhadores que mais se destacam são aqueles que demonstram uma maior capacidade de iniciativa. A ideia é defendida por Julia Dhar, responsável pela área de pessoas e organização da Boston Consulting Group (BCG) na América do Norte, que identifica aquilo a que chama “mentalidade de elevada iniciativa” como uma das características mais importantes para prosperar na era da IA.
Segundo a especialista, estes profissionais distinguem-se por procurarem compreender o que é esperado deles, assumirem responsabilidade e acreditarem que podem fazer a diferença. “Estas pessoas mantêm algum otimismo em relação ao futuro, mesmo sem terem a garantia de que tudo correrá bem”, disse Julia Dhar ao Business Insider.
De acordo com o estudo “AI at Work Research 2026” da BCG, 72% dos profissionais afirmam que as competências exigidas nas suas funções já mudaram, enquanto 88% acreditam que terão de investir na sua requalificação nos próximos cinco anos. Para Julia Dhar, os trabalhadores que procuram esclarecer dúvidas, desenvolver novas competências e adaptar-se rapidamente às mudanças conseguirão responder melhor às exigências do mercado.
Fazer mais do que o esperado
Na prática, a especialista descreve estes profissionais como pessoas que identificam problemas antes de lhes ser pedido que os resolvam. “Podemos pensar nesta pessoa como alguém que faz mais uma pergunta ou que vai um pouco mais longe do que aquilo que normalmente esperaríamos”, acrescenta.
O estudo da BCG mostra ainda que a IA já está a produzir ganhos de eficiência significativos. Cerca de 42% dos trabalhadores inquiridos afirmam poupar o equivalente a um dia de trabalho por semana graças à utilização destas ferramentas. Por outro lado, dois terços dos profissionais dizem não ter recebido qualquer orientação sobre a forma de utilizar esse tempo adicional.
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