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partir de agosto, os trabalhadores dependentes vão sentir um aumento no salário líquido. As novas tabelas de retenção na fonte de IRS, que refletem a redução do imposto aprovada no Parlamento, entram em vigor já no próximo mês e têm efeitos retroativos a janeiro.
Para garantir o acerto relativamente ao imposto retido em excesso nos primeiros sete meses do ano, os meses de agosto e setembro terão tabelas especiais, com taxas reduzidas. Isto significa que, em muitos casos, os trabalhadores vão receber um valor extra nestes dois meses.
Quem recebe um salário bruto até 1.136 euros não terá qualquer retenção de IRS em agosto e setembro. Já os trabalhadores com salários acima desse valor verão um alívio significativo face ao que descontaram entre janeiro e julho.
A partir de outubro, deixam de ser aplicadas as tabelas transitórias e entram em vigor as novas tabelas regulares, que embora sem retroativos, mantêm taxas de retenção mais baixas do que as anteriores.
Um trabalhador não casado, sem filhos, com um salário bruto de 1.200 euros, recebeu entre janeiro e julho 956,90 euros líquidos. Em agosto e setembro, passará a receber 1.067,14 euros, e a partir de outubro 960,01 euros, segundo estimativas do Doutor Finanças. O ganho mensal nos meses de verão será de +110,24 euros; no resto do ano, +3,11 euros face ao início de 2025.
Já um trabalhador com 1.800 euros brutos, nas mesmas condições, verá o salário líquido passar de 1.339,99 euros (até julho) para 1.586,41 euros (agosto e setembro), e depois para 1.346,70 euros (a partir de outubro).
Por sua vez, um trabalhador casado, dois titulares, com dois filhos, e salário bruto de 3.000 euros, receberá mais 610,14 euros nos dois próximos meses. O valor líquido salta de 2.016,29 euros para 2.626,43 euros em agosto e setembro, estabilizando nos 2.028,84 euros a partir de outubro.
Recorde-se que a descida do IRS foi aprovada para todos os escalões até ao 8.º. Além disso, o Governo anunciou a intenção de aplicar uma nova redução de 0,3 pontos percentuais nos escalões 2 a 5 no Orçamento do Estado para 2026.
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