Por Dawn Slaughter, Sales Account Manager, Corporate English Solutions do British Council
Nas minhas conversas com Diretores de recursos humanos e responsáveis de formação (L&D) em Portugal, há um tema que domina a agenda: como garantir que a formação se traduz, de facto, em desempenho, e não apenas em horas de e-learning acumuladas.
Quando o trabalho se torna mais intenso e complexo, a solução raramente passa por “dar mais formação”. A resposta está em repriorizar. Trata-se de colocar o esforço onde ele terá maior impacto, garantindo que a aprendizagem é útil, imediata e, acima de tudo, prática.
No contexto de Learning & Development, repriorizar significa fazer ajustes no foco, na capacidade e no apoio, para que as equipas possam ter um bom desempenho sob pressão. É uma forma prática de manter a ambição, sendo realista quanto ao tempo, à atenção e capacidade existente.
Aqui estão cinco formas de ajustar a sua estratégia este ano:
1- Leve a aprendizagem para o “fluxo de trabalho”: o conhecimento deve estar onde o problema acontece. Em vez de sessões longas, aposte em guias rápidos, checklists ou dicas diretas para gestores que se encaixem em agendas já sobrecarregadas.
2- Foque-se nas competências que movem o negócio: não tente ensinar tudo a todos. Escolha duas ou três prioridades críticas deste trimestre (como a fluência digital ou domínio do inglês) e alinhe toda a comunicação aí. Menos ruído gera mais foco.
3- Atualize o que já tem antes de criar algo novo: antes de investir num programa novo, olhe para o que já tem. Muitas vezes, basta atualizar um caso prático ou simplificar o acesso a um recurso antigo para que ele volte a ser relevante. Menos é mais.
4- Capacite os líderes como multiplicadores: a formação em sala é apenas o início. A verdadeira aprendizagem
acontece no terreno. Dê ferramentas aos gestores para fazerem coaching direto e incentive a partilha de conhecimento entre colegas (peer-to-peer).
5- Meça o que importa, não apenas o que é fácil de medir: um conjunto simples de indicadores geralmente é suficiente. Foque-se em indicadores que orientam a decisão, como a confiança para aplicar competências, a curva de aprendizagem e onde as equipas ainda precisam de apoio. Se pudesse reequilibrar apenas uma destas áreas este mês para obter o maior retorno, onde investiria: no foco, no formato ou na medição?
Artigo publicado na edição 163 da RHmagazine, referente aos meses de março e abril de 2026
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