Os robôs em breve irão conquistar o mundo do trabalho, muito para além das paredes das fábricas. Ao longo dos últimos anos tenho lido muitos relatórios sobre este tema, incluindo uma análise do prestigiado Banco de Inglaterra, que emitiu um aviso prevenindo para o facto de que, no Reino Unido, cerca de 15 milhões de empregos estarão em risco nos próximos 20 anos. Alerta geral!
Quer gostemos ou não, isto faz todo o sentido. Os robôs estão cada vez mais qualificados, acrescentando também capacidades cognitivas às suas já extensas habilidades manuais. Em breve, serão igualmente capazes de substituir a maioria dos trabalhos de escritório. Então, porque não usar isto a nosso favor?
De facto, os robôs já estão aqui para ficar, dependendo da nossa definição do que é um robô ou da sua aparência. Porque quando a maioria de nós pensa em robôs, imaginamos que se parecem connosco. Com exceção de que são feitos de aço, indestrutível, claro. Mas a maioria dos robôs está longe de ser antropomórfico. É uma questão de analisarmos bem um robô comum na configuração de uma fábrica. Ou pensarmos no nosso computador e em alguns softwares que automatizam tarefas…
Sabiam que a Associated Press está a experimentar uma tecnologia chamada Automated Insight? A mais antiga agência de notícias do mundo gera relatórios em linguagem natural com base na configuração de um elevado número de dados. Totalmente automatizado. Em bom português: agora têm robôs a cobrir os lucros trimestrais e os resultados desportivos.
Imagine tudo aquilo que os robôs poderão fazer amanhã. Acho que não temos a menor ideia do impacto efetivo da robotização em qualquer setor. No meu setor, por exemplo: em recrutamento examinamos os candidatos segundo as competências, destreza, conhecimentos, personalidade, etc. É um procedimento standard. O que também envolve a “extração de dados”, do LinkedIn ao Facebook. Grande parte desta tarefa é bastante repetitiva e, portanto, está pronta para a automação em breve. E isto é apenas para iniciantes. Como veem, os robôs não se cansam. Podem pesquisar, correlacionar e comparar dados em minutos, diferente de qualquer recrutador. Mas é bom que ainda tenhamos a nossa intuição. É isso que nos separa dos robôs … pelo menos por enquanto.
De qualquer forma, não devemos ter medo desta evolução. A cada nova etapa, surge uma grande oportunidade para quem deseja ver as possibilidades que se abrem. É preciso abraçar a mudança. É a única escolha que realmente temos. E se não gostam da ideia de ser substituídos por um robô, também há boas notícias. Juntem-se à Mercedes-Benz. Na verdade, esta empresa prefere pessoas a robôs em algumas estações da linha de montagem. Para uma maior flexibilidade. Alguém pensou nisto? Qual é a vossa opinião?
Inge Geerdens
Fundadora CVWarehouse