Numa nova edição dos webinars “encontRHos online”, a IIRH trouxe o tema das evoluções no processamento salarial. Como estão as empresas a otimizar o processo e acrescentar valor à função?
A moderação do webinar foi feita por António Prego da Silva, Enterprise Sales Executive Iberia da ADP, e os convidados foram: Alexandra Godinho, Diretora de Recursos Humanos da Amorim; Sofia Miranda, Diretora Corporativa de RH do Grupo Casais; e Rui Catarino, Manager de Reward, Organization Effectiveness and HR Operations da Vodafone.
Alexandra Godinho admite que o tema do processamento salarial é raramente discutido nos RH, descrevendo a área como “desconhecida ou até pouco reconhecida”. “Muitas vezes se acha que o que se faz no processamento salarial é só garantir que se recebe os salários. Só que processamento salarial encerra todo o processo administrativo, que vai desde contratar pessoas até reportar às entidades externas”, acrescenta.
No caso do Grupo Casais, o processamento salarial faz parte da base do grupo, como uma parte essencial a qualquer empresa independentemente do tamanho. “15% da população do Grupo Casais é backoffice, o restante é a produção. É importante que esta equipa não descuide o processamento salarial, para garantir que não há problemas para os trabalhadores no dia seguinte”, refere Sofia Miranda.
Já Rui Catarino, dando a sua posição sobre o que aconteceu na Vodafone durante e depois do período do Covid, entende que é essencial para um bom processamento salarial a atualização das bases de dados, especialmente quando cada vez mais pessoas passam mais tempo fora do escritório. “Tornou-se necessário criar novos meios de comunicação com os recursos humanos. Porque com estes sistemas, a não ser que eu vá à sede, tenho pouco acesso à informação que necessito”, explica.
Durante o webinar, também surgiu uma questão relacionada com o tipo de perfil que um profissional da área do Processamento salarial deve ter, especialmente com a presença da Inteligência Artificial no tratamento de dados.
“Eu acho que ainda vamos precisar de alguém com um perfil sensível ao erro, mas também vamos precisar de alguém que seja um técnico numa área específica do processo (como gestor de cliente, por exemplo). Além disso, precisamos de especialistas em questões legais, especialistas em tributação fiscal e social. E claro, das novas profissões que vão aparecendo. Enfim, precisamos de técnicos que percebam que servimos pessoas numa organização”, sintetiza Alexandra Godinho, Diretora de Recursos Humanos da Amorim.
Sofia Miranda acrescentou que no Grupo Casais é necessário alguém que tenha flexibilidade para o que possa aparecer. “No nosso caso, seja sénior ou não ou com mais formação ou não, tem de ter mais flexibilidade e tem que se por mais à prova. Ter a capacidade de experimentar”, sumariza.
Já Rui Catarino acredita que um profissional de Processamento Salarial necessita de conhecimentos alargados. “Seja por reskilling ou por formação, temos de enveredar por dar diferentes valências aos profissionais”, conclui.
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