Para o primeiro trimestre de 2019, o estudo da ManpowerGroup, divulgado esta terça-feira, estima uma criação líquida de emprego para Portugal de 9%.
O ritmo de contratações das empresas portuguesas manter-se-á “positivo” em 2019 e é no setor do comércio grossista e retalhista que o ManpowerGroup Employment Outlook Survey, divulgado esta terça-feira, prevê mais contratações de profissionais, no primeiro trimestre do próximo ano. De acordo com o estudo que mede as intenções dos empregadores acerca do aumento ou redução do número de trabalhadores, o setor do comércio grossista e de retalho estima um aumento de 15% na contratação de profissionais. Em conjunto com o setor de fornecimento de eletricidade, gás e água, que prevê um aumento de 14% no nível de contratações, é o que apresenta projeções mais elevadas de criação de emprego.
Com projeções mais moderadas, seguem-se o setor de finanças, seguros, imobiliário e serviços, que prevê aumentar as contratações de profissionais em 13%, transportes, logística e comunicações, com um aumento estimado de 12%, agricultura, floresta e pescas, que projeta um acréscimo de 10% no nível de contratações, construção e indústria, ambos com um aumento de 6% nas contratações de novos trabalhadores, restauração e hotelaria, que prevê um aumento de 4% nas contratações, à semelhança do setor público.
Segundo o ManpowerGroup Employment Outlook Survey, que recolhe, trimestralmente, as intenções de contratação dos empregadores, a criação líquida de emprego estimada para os primeiros três meses de 2019, em Portugal, é de 9%. “Ainda que os resultados sejam positivos, as intenções de contratação dos empregadores portugueses para o período entre janeiro e março são mais comedidas do que no início deste ano, recuando 4% face às antecipadas para os primeiros três meses de 2018”, assinala a empresa de recrutamento. Das 625 empresas portuguesas analisadas no estudo, 14% preveem um aumento, 5% uma redução e 78% consideram que não haverá alterações.
As grandes empresas são as que registam o maior crescimento no ritmo de contratações, com uma projeção líquida de emprego de 24%. Seguem-se as médias empresas, que preveem um aumento de 17% no nível de contratações, e as pequenas empresas, com um aumento de 7%.
De acordo com o estudo da ManpowerGroup, é no Norte e Centro do país que os empregadores mais irão contratar, estimando-se um crescimento líquido de emprego de 11%. Na região Sul, as empresas não mostram intenções de contratar novos trabalhadores, registando-se um recuo de 18% relativamente às intenções face ao trimestre homólogo de 2018. Em Lisboa e no Porto, a criação líquida de emprego é de 9% e 10%, respetivamente.