O mais recente estudo da Michael Page destaca a necessidade das empresas se adaptação e mudarem as formas de recrutamento para atraírem o melhor talento.
Relações com mais significado, conhecimento do propósito subjacente às funções desempenhadas e realização profissional – eis o que esperam os profissionais do trabalho. A mudança, anunciada pela Michael Page, que desenvolveu o estudo “Atrair o Talento do Futuro”, e associada, frequentemente, aos millennials, é “relevante” e “constitui atualmente uma prioridade para todos os candidatos”.
O estudo da consultora sobre o futuro do recrutamento, realizado em vários países europeus, incluindo Portugal, analisou a relação das pessoas com o trabalho nas empresas e concluiu que já não há empregos para a vida e que a importância dos contratos a prazo e de trabalho temporário está a aumentar.
E se há uns anos era o salário oferecido e a reputação das empresas que motivava os profissionais a candidatarem-se a um emprego, agora são também os compromissos sociais das organizações e as causas que apoiam que lhes despertam interesse e que se constituem como “fatores de diferenciação dos seus concorrentes”. De acordo com a informação que recolheu junto de empresas nacionais, a Michael Page destaca o “afastamento da perspetiva tradicional de que o dinheiro é o principal fator de motivação, sendo a evolução da função e da própria empresa, relevantes para a atração de talento”.
O envolvimento dos colaboradores e a sua transformação enquanto embaixadores da marca é um método já utilizado por 36% das empresas para atrairem gestores e encontrarem os melhores perfis de forma mais rápida. Nos processos de recrutamento são, ainda, destacados critérios como a valorização da formação, das avaliações, da comunicação genuína e da informação transparente sobre a empresa.
“Quando os empregadores compreendem a motivação e os pontos de interesse dos seus colaboradores, podem usar essa informação para atrair os melhores candidatos através da sua imagem de marca como empregador. Se conseguir transformar os seus colaboradores de topo em embaixadores da marca, está a contribuir para criar uma primeira linha aberta e transparente de informação sobre a empresa”, afirma Álvaro Fernández, diretor-geral da Michael Page, em comunicado.
Segundo a consultora, “no recrutamento do futuro, a compreensão das competências sociais e comportamentais, da motivação e da personalidade dos potenciais candidatos são aspetos importantes, devendo considerar-se ainda o respeito pela individualidade”. “Trata-se de encontrar as personalidades certas para a função, com uma conjugação de inteligência emocional e competências cognitivas e mudar mentalidades no que se refere ao perfil do melhor candidato”, lê-se na nota de imprensa.
Os dados do estudo “Atrair o Talento do Futuro” revelam que os profissionais abandonam a organização durante o período de experiência, que um em cada três abandona a empresa no primeiro ano e que em cada 100 contratações, 13 falham. “Um dos fatores para contrariar esta situação reside na reavaliação das competências técnicas e comportamentais”, nota a Michael Page.
“No futuro, o mercado de trabalho terá mais automatização em todos os processos. No entanto, o objetivo não é substituir o humano na cadeia de valor, é dar-lhe apoio e expandir as suas capacidades. A tecnologia ajudará a aumentar as competências das pessoas ao acelerar os processos de seleção ou ao contribuir para a eliminação de enviesamentos nos anúncios de empregos”, refere Álvaro Fernández.
No difícil contexto de recrutamento de talentos, “as ferramentas tradicionais têm de se ser otimizadas para se adaptarem a um mundo que exige mais transparência”. “Entre outras estratégias, os empregadores têm de melhorar os anúncios de emprego, de forma a refletirem transparência das ofertas, motivar os potenciais candidatos, criar parcerias multi-stakeholder, melhorar a qualidade do trabalho tradicional e ocupações recém-emergentes, investir em educação e formação e aumentar as competências técnicas e comportamentais dos colaboradores”, aconselha a Michael Page.