O salário já não é suficiente para fazer permanecer os colaboradores nas empresas. A Spring reuniu um conjunto de cinco estratégias que as empresas podem adotar.
O salário já não é tudo e não é por ele que os profissionais permanecem nas empresas. Já o Global Talent Trends, desenvolvido pela consultora Mercer, referia que o salário é um dos fatores menos considerados quando se trata de aceitar uma nova oferta de trabalho. “Isso não quer dizer que oferecer um salário anual competitivo não é importante. Definitivamente é, mas há muito mais que poderá e deverá estar a fazer para reduzir a rotatividade de funcionários”, sugere a Spring Professional, empresa de recrutamento especializado do grupo Adecco. “Quando se trata de retenção de talentos, o salário por si não os impede de sair. Assim, mesmo para empresas com a capacidade de oferecer salários acima da concorrência, é hora de ser criativo e diversificar a sua oferta aos seus colaboradores, a fim de mantê-los motivados, leais e satisfeitos”, aconselha.
A Spring divulgou as cinco estratégias de retenção para manter os profissionais felizes e satisfeitos no trabalho.
1. Oferecer horários de trabalho flexíveis
A maioria dos profissionais valoriza a capacidade de trabalhar em horários flexíveis. A Spring recomenda que as chefias colaborem com os seus colaboradores, a fim de testarem um horário de trabalho que atenda às suas necessidades. “Espere para analisar o impacto sobre as taxas de absentismo, moral dos funcionários e produtividade, que seguramente irão melhorar”, refere a empresa.
2. Reduzir a semana de trabalho
Em países como Berlim e Nova Zelândia, uma semana de trabalho reduzida provou ser benéfica para os profissionais em termos de produtividade e redução do stress. De acordo com a Spring, os empregadores devem “entender que o tempo gasto no escritório não iguala necessariamente a produtividade”. “As evidências mostram que, com uma semana de quatro dias, a qualidade do trabalho permanece a mesma, enquanto o envolvimento no trabalho melhora e o stress diminui”, argumenta a empresa.
3. Incentivar os profissionais a trabalhar a partir de casa
A Spring socorre-se de um estudo da Universidade de Stanford, que concluiu que permitir que os colaboradores trabalhem a partir de casa trouxe recompensas significativas tanto para eles, como para os empresários, para afirmar que, “com a despesa considerável do espaço do escritório, tecnologia cada vez mais acessível e software como videoconferência mais fiável do que nunca, políticas que não permitem que os funcionários trabalhem em casa pelo menos em parte do tempo tornam-se hoje mais difíceis de justificar, arriscando que os seus funcionários procurem essas alternativas noutras empresas”.
4. Implementar políticas de recompensa e reconhecimento
A empresa de recrutamento especializado do grupo Adecco aconselha as chefias a agradeceram aos seus profissionais aquando da obtenção de excelentes resultados, reconhecendo a sua contribuição para os resultados da organização. “Algumas empresas oferecem recompensas em forma de prémios trimestrais ou anuais. Esquemas de recompensa e reconhecimento não financeiro, como eCards, agradecimentos e dias de folga adicionais, também podem ser muito populares. Seja criativo e identifique formas de recompensa e reconhecimento que se encaixam na cultura da sua empresa e na marca do empregador, são justas, inclusivas e significativas”, sugere a Spring.
5. Introduzir iniciativas de bem-estar dos profissionais
Manter os colaboradores saudáveis, zelar pela sua saúde, deve ser uma prioridade nas empresas, por isso, há que implementar iniciativas de bem-estar. “Muitos empregadores oferecem benefícios de bem-estar, como frutas, ginásio, meditação e massagens e equipas desportivas. Promover o bem-estar no local de trabalho pode ajudar a prevenir o stress, melhora a moral, incentiva o espírito de equipa, reduz os dias de doença e melhora a satisfação geral dos funcionários”, remata a Spring.