A reputação das empresas portuguesas com maior valor financeiro não atinge níveis de excelência, revela a consultora ONSTRATEGY no estudo anual sobre o valor financeiro da reputação das marcas com maior volume de negócios em Portugal.
Jerónimo Martins, EDP, Galp, Sonae, Continente e Pingo Doce são as marcas com maior valor financeiro associado à sua reputação em 2019. Em conjunto, representam 57% do valor financeiro reputacional das 150 principais marcas em Portugal, de acordo com o estudo que atribui valor financeiro à reputação e ao risco reputacional das marcas, divulgado esta semana pela ONSTRATEGY.
Segundo a consultora, a reputação da Jerónimo Martins, EDP, Galp, Sonae, Continente e Pingo Doce representa, em conjunto, mais de 19 mil milhões de euros. No entanto, nenhuma das marcas do tecido empresarial português consegue atingir níveis reputacionais de excelência. Só a reputação da EDP se posiciona no “nível moderado”. A das restantes cinco marcas fixa-se em “níveis robustos”.
O luxo, os brinquedos, os automóveis, a alimentação e bebidas, os serviços de consultoria e serviços jurídicos são as indústrias que, de acordo com a consultora, registam “melhores índices de reputação em 2019”. No extremo oposto, encontra-se o setor da construção, as transportadoras aéreas, utilities e o setor financeiro.
“A gestão do valor financeiro da reputação permite perceber qual o valor de negócio que está afeto à reputação da marca, numa linguagem que administradores e diretores entendem”, defende Pedro Tavares, partner CEO da ONSTARTEGY. “As empresas devem estar cada vez mais despertas para o impacto que o cálculo do valor financeiro da reputação e do risco reputacional têm na gestão diária da empresa. Não nos devemos limitar a avaliar a reputação apenas em situações de crise, quando a reputação pode estar em risco”, alerta, em comunicado.
A ONSTRATEGY publica, desde 2018, o estudo que avalia financeiramente a reputação e o risco reputacional das principais empresas em Portugal e que se baseia na recolha e análise da informação financeira pública do volume de negócios anual, a que depois é aplicadao um conjunto de critérios provenientes de uma auscultação de mais de 40 mil cidadãos em Portugal, representativos da sociedade.