Numa altura em que a integração cultural é tão estratégica quanto a integração tecnológica, entrevista com Rita Cadillon, Diretora de Recursos da Cegid em Portugal e África, sobre o processo de fusão com a PHC.
Numa conversa marcada pela transparência e foco nas pessoas, Rita explica como se está a construir uma nova cultura organizacional que respeita o legado da PHC e, ao mesmo tempo, incorpora a visão global da Cegid.
Do bem-estar ao desenvolvimento de carreira, passando pela aposta na inteligência artificial e no talento português, esta entrevista revela os bastidores de uma transformação que é, acima de tudo, humana.
A PHC era conhecida pelo seu “culto da felicidade” e a Cegid tem um forte foco no bem-estar e equilíbrio. Como se conciliam estas abordagens na nova cultura organizacional?
Tanto a PHC como a Cegid partilham valores semelhantes, centrados no bem-estar dos colaboradores. Este conceito é abrangente e abarca os equilíbrios físico, mental, financeiro, pessoal e profissional, pilares essenciais para alcançar a felicidade no ambiente de trabalho.
Estas abordagens são perfeitamente complementares, e o compromisso da Cegid está em promover uma cultura organizacional que alinha e valoriza estes princípios, integrando-os na gestão de pessoas de forma prática e eficaz.
Como foi comunicada a aquisição internamente e quais foram as principais preocupações dos colaboradores?
A comunicação da aquisição foi feita com o envolvimento de todos, com um momento de perguntas e respostas, para garantir que todos os colaboradores tivessem a possibilidade de esclarecer as suas dúvidas. As principais preocupações centraram-se nos potenciais impactos da aquisição nas operações da empresa e nas rotinas diárias de cada um.
Abordámos estas questões numa sessão informativa, dando ênfase à continuidade do negócio e às rotinas diárias, pontos cruciais para a tranquilidade das equipas. Esta sessão foi essencial para manter um diálogo aberto, respondendo às dúvidas dos nossos colaboradores e garantindo um ambiente de confiança desde o início do processo.
Que medidas estão a ser implementadas para garantir que os talentos da PHC se sintam valorizados e envolvidos na nova estrutura?
Atualmente, ainda estamos num processo de conhecimento mútuo, assente na colaboração e no diálogo construtivo, elementos essenciais para uma integração bem-sucedida, a curto prazo.
A Cegid tem uma presença global e um modelo mais estruturado. Como se garante que a agilidade e o espírito inovador da PHC não se perdem?
A inovação faz parte do ADN da Cegid e é um dos elementos que solidifica a nossa posição como líderes de mercado. Trabalhamos continuamente para integrar as melhores práticas trazidas pelas aquisições.
A integração numa empresa maior pode abrir novas oportunidades de crescimento. Que mudanças vão existir na progressão de carreira e na formação dos colaboradores?
A integração com a Cegid representa uma grande oportunidade para os colaboradores beneficiarem de programas de formação abrangentes e modelos de progressão estruturados. As novas oportunidades de aprendizagem, crescimento e progressão profissional são uma das maiores vantagens de integrar uma empresa multinacional.
Que impacto terá a aposta da Cegid na inteligência artificial na evolução dos colaboradores e nas novas contratações?
A inteligência artificial representa uma oportunidade para expandir as competências da nossa equipa. Estamos a investir em formação especializada que prepara os nossos colaboradores para trabalharem com tecnologias avançadas. No que diz respeito a novas contratações, procuramos profissionais que complementem as competências atuais e que, simultaneamente, tragam contributos valiosos para continuarmos a crescer no campo da inovação baseada em IA.
Portugal continua a ser um polo estratégico para a Cegid? Há planos de crescimento ou mudanças para o país?
Sem dúvida, Portugal mantém-se como uma localização estratégica para a Cegid, particularmente na área de inteligência artificial. Com o Centro de Excelência em IA localizado em Braga e Lisboa, reforçamos o nosso compromisso com o crescimento contínuo do país, explorando novas oportunidades de expansão e reforçando o nosso investimento em talentos locais para impulsionar a inovação e o desenvolvimento tecnológico.
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