Rita Cadillon é a nova Human Resources Head Manager do Grupo PRIMAVERA BSS. Tem formação de base em Línguas e Literaturas Modernas, na variante de Inglês-Alemão, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e desenvolveu a sua carreira profissional no grupo Bosch, na unidade de produção de equipamentos eletrónicos. No final de 2018 abraçou o desafio de fazer crescer a PRIMAVERA BSS.
A Rita desenvolveu alguma da sua carreira no Grupo Bosch, onde foi responsável pela Gestão e Desenvolvimento de RH durante mais de uma década. Agora como Human Resources Head Manager na PRIMAVERA BSS, que desafios encontrou neste setor de mercado tão diferente?
O setor de atividade é, per si, bastante diferente. Por essa razão, houve necessidade de adaptação ao setor das TI´s, onde é conhecida a escassez de recursos e a exigência técnica dos perfis, o que obriga a uma procura mais cirúrgica. Neste setor, as empresas competem verdadeiramente pelas mesmas pessoas e recorrem, muitas vezes, a estratégias de abordagem bastante agressivas, o que dificulta a contratação. Porém, apesar deste contexto de grande competição pelo talento, a notoriedade da marca PRIMAVERA acaba por ainda ser um fator diferenciador.
Para si, quais são os principais desafios de gestão de pessoas na PRIMAVERA BSS?
A PRIMAVERA tem vindo a crescer exponencialmente nos últimos anos e incorporou muitos quadros jovens, o que traz novas exigências para a gestão de RH. Para além do recrutamento, integração e formação desses novos colaboradores, é preciso acompanhá-los ao longo da sua jornada na empresa, proporcionando-lhes um ambiente de satisfação e realização profissional. Essa abordagem de gestão de pessoas exige, por um lado, um acompanhamento muito próximo, o desenvolvimento individual e a colocação de desafios constantes a cada uma dessas pessoas, e por outro, o conhecimento das boas práticas do mercado, nomeadamente no que respeita à compensação e benefícios. Apesar desse esforço que a integração de jovem talento exige, neste momento existem várias gerações a coexistir dentro da empresa e essa diversidade tem um potencial incrível que temos de aproveitar. Acredito que experiência e know-how dos mais antigos, aliada à curiosidade e entusiamo dos mais novos, pode levar a empresa a um patamar de desempenho muito mais elevado.
Num mercado tecnológico tão competitivo como o nosso, é fácil reter os colaboradores? Que boas práticas desenvolvem nesta área?
Antes de mais, importa perceber que nos últimos anos houve uma mudança de paradigma na abordagem ao emprego, o que exige uma adaptação por parte das empresas a essa nova realidade de flutuação, algo que não acontecia no passado.
No mercado tecnológico, dada a falta de oferta de profissionais, essa flutuação é ainda maior, e por essa razão, é que a retenção de talento está no topo das prioridades dos RH. Naturalmente que essa volatilidade tem implicações, pois um elevado índice de flutuação significa que uma percentagem significativa de know-how que se perde todos os anos e é preciso um grande investimento para recuperar essa perda. As próprias equipas sentem a perda dos colegas e precisam de se reorganizar constantemente. Na PRIMAVERA temos vindo a introduzir vários processos e práticas que vão no sentido de fazer as nossas pessoas quererem ficar na empresa por muitos anos. Apostamos em medidas de work-life balance, através da flexibilidade de horários e do home office, estamos a investir numa política de benefícios diversificada e abrangente e a implementar um novo processo de desenvolvimento e formação, que começa por preparar as nossas lideranças para estes desafios.
Como é que a PRIMAVERA BSS tem procurado atrair talentos para dentro da organização?
Temos vindo a reformular a nossa estratégia de Employer Branding, procurando estar mais presente nos canais e redes sociais, dando a conhecer a PRIMAVERA como um todo desde a vertente da inovação tecnológica ao próprio dia-a-dia da empresa.
As parcerias com escolas e universidades têm também um papel fundamental, materializando-se através da participação dos membros da Administração em órgãos consultivos, do contacto com os alunos em Feiras de Emprego, até ao acolhimento de estágios, sendo estes de verão ou de dissertação de mestrado.
Por outro lado, reforçámos a presença em seminários e fóruns onde estão presentes profissionais das TI´s e temos ainda um programa de interno de referenciação, em que incentivamos os colaboradores a propor candidatos que considerem válidos.
Que projetos tem para o futuro do departamento de RH da PRIMAVERA BSS?
O desenvolvimento de carreiras, a formação e o acompanhamento das lideranças são as nossas prioridades para o futuro. São temas que exigem um conhecimento profundo da organização e das pessoas e uma abordagem muito próxima dos Recursos Humanos, por isso, já estamos a trabalhar nesse sentido com a missão de criar um modelo de RH que suporte a visão estratégica da organização.