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Saúde & Bem-estar By CENTRALMED: Estatísticas de Acidentes de Trabalho na Gestão da SST

Centralmed Por Centralmed
27 de Janeiro, 2025
em SAÚDE E BEM-ESTAR
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Saúde & Bem-estar By CENTRALMED: Estatísticas de Acidentes de Trabalho na Gestão da SST
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A Segurança e Saúde no Trabalho (SST) constitui, sem dúvida, uma prioridade inegociável para a promoção do bem-estar e da eficiência de qualquer organização. Neste quadro, a sistemática recolha e análise das estatísticas de acidentes de trabalho desempenha, certamente, um papel central.  

Afinal, trata-se de um indicador indispensável para avaliar os riscos profissionais, identificar padrões e, a partir daí, definir medidas para reduzir a futura incidência de acidentes laborais. Mas como recolher estas estatísticas de acidentes de trabalho? E que tipos de métricas se deve ter em consideração? Neste guia completo, respondemos, então, a estas e outras questões essenciais para a gestão da segurança nas organizações.

De facto, são múltiplos os indicadores a equacionar no âmbito de uma estratégia sólida e global de SST. No entanto, a ocorrência de acidentes no local de trabalho é um dos fatores mais críticos para qualquer organização. De notar que a falta de condições de trabalho seguras podem desencadear lesões corporais, perturbações funcionais, doenças ocupacionais ou, no limite, a morte do trabalhador. 

Além das evidentes consequências para a segurança e o bem-estar dos trabalhadores, estas ocorrências podem, ainda, comprometer severamente o capital reputacional das organizações. Nesse sentido, o tratamento das estatísticas de acidentes de trabalho – dados que oferecem uma visão abrangente e detalhada destas ocorrências ao longo do ano – é fulcral para compreender as causas e a dimensão deste problema.  

 

Quais são as métricas que as empresas devem recolher? 

De modo a que as estatísticas de acidentes de trabalho se revelem profícuas, é essencial que o trabalho de recolha e análise incida sobre dados relevantes e abrangentes. Assim, entre as métricas a equacionar, podemos destacar:

  • Tipo de acidente (por exemplo, colisão, eletrocussão, corte, ou queda, em trabalhos verticais); 
  • Localização da ocorrência; 
  • Dia da semana e horário do acidente; 
  • Condições ambientais no momento da ocorrência; 
  • Severidade do acidente – leve, grave, muito grave ou mortal, seguindo a escala estipulada pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT); 
  • Material envolvido (destacando, se aplicável, os Equipamentos de Proteção Individual em utilização); 
  • Consequências da ocorrência para a saúde e a integridade física do trabalhador, especificando elementos como a parte do corpo afetada; 
  • Restrições laborais, transferências de funções e dias de ausência provocados pela ocorrência; 
  • Fatores humanos que estiveram entre as causas do acidente de trabalho, como fadiga, ou formação insuficiente; 
  • Frequência dos incidentes (estabelecendo uma média por mês, por exemplo); 
  • Tempo médio de resposta aos acidentes reportados. 

 

A meticulosa análise destas estatísticas de acidentes de trabalho oferece, pois, uma perspetiva pormenorizada e global sobre este problema incontornável nas empresas. No entanto, é crucial manter a constante atualização deste processo.

Pois bem, a simples recolha e análise das estatísticas de acidentes de trabalho não é suficiente. O verdadeiro valor deste trabalho prende-se, sem dúvida, com a transformação dos dados em insights acionáveis que possam servir de pilar à otimização das condições de segurança nas organizações. Vejamos, então, alguns fatores basilares neste âmbito.

 

Para que o tratamento estatístico destes indicadores se norteie por critérios de precisão, abrangência e utilidade prática, considere algumas etapas:

  1. Estipule os objetivos da análise. A partir daí, estabeleça os dados e as métricas a recolher; 
  2. Defina as pessoas responsáveis pela recolha e análise das informações, assim como as ferramentas tecnológicas a utilizar para garantir a eficiência deste exercício; 
  3. Garanta que a recolha de dados é, de facto, ininterrupta, viabilizando assim a identificação de tendências aprofundadas nas estatísticas de acidentes de trabalho; 
  4. Estipule mecanismos de verificação da consistência e da exatidão dos dados; 
  5. Determine os momentos em que, ao longo do ano, a equipa responsável pela gestão de SST deverá sistematizar e avaliar a informação estatística, utilizando-a como base para implementar estratégias de prevenção de acidentes; 
  6. Apresente, com clareza, os resultados e as ações de melhoria a adotar, envolvendo todos os trabalhadores.

 

As ferramentas digitais desempenham um papel cada vez mais relevante nos diversos processos da gestão da SST. No que concerne ao tratamento estatístico dos acidentes laborais, a tecnologia pode ser útil em vários domínios, a saber: 

  • Softwares de segurança no trabalho – Estes programas especializados em Segurança e Saúde no Trabalho facilitam a centralização dos dados, assim como a identificação de riscos, padrões e tendências.
  • Sensores – As tecnologias “vestíveis” (wearables) são, cada vez mais, um recurso importante nesta área. Estes dispositivos com sensores e Internet das Coisas (EPI inteligentes, por exemplo) monitorizam as condições de trabalho, a exposição a riscos ocupacionais e os acidentes de trabalho.
  • Automação de relatórios – Cada vez mais, sistemas equipados com Inteligência Artificial (IA) asseguram, de forma automática e autónoma, a produção de avaliações alicerçadas na análise de dados. Além disso, facultam indicações relevantes para o planeamento de ações corretivas.

 

A sistemática recolha e análise das estatísticas de acidentes de trabalho deve, então, desembocar no desenho de programas de SST mais robustos. Esta fase é fulcral para garantir uma redução da incidência destas ocorrências nefastas para os trabalhadores e, claro, para a empresa. Não obstante, importa sublinhar que esta adaptação das políticas e medidas de segurança exige um esforço contínuo e holístico, que não se limite aos relatórios concernentes às estatísticas de acidentes de trabalho.

 

Com efeito, devem considerar-se variáveis como:

  • A análise periódica dos riscos profissionais; 
  • O feedback dos trabalhadores; 
  • Formação dos trabalhadores acerca dos riscos e medidas de prevenção; 
  • Manutenção e inspeção adequada de máquinas e equipamentos de trabalho; 
  • Organização do trabalho e pausas necessárias; 
  • O estado e conservação de EPI’s; 
  • A evolução das condições e dos métodos de trabalho; 
  • Os resultados de inspeções e auditorias; 
  • A implementação de tecnologias e equipamentos inovadores; 
  • As mudanças no enquadramento regulamentar e legislativo; 
  • A monitorização da eficácia das medidas corretivas.

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