O relatório da Mercer Marsh Benefits, People Risk 2024, revela que a deterioração da saúde mental, o aumento dos custos dos serviços de saúde e a escassez de talento estão entre os principais riscos.
O estudo classifica os riscos por probabilidade e severidade, de acordo com cinco principais pilares: mudança tecnológica e disrupção; liderança e práticas de gestão de pessoas; saúde, segurança e bem-estar ; governance, compliance e finanças; ambiente, sustentabilidade e proteção.

Os inquiridos classificaram a saúde mental como o segundo risco mais grave, seguindo à liderança ineficaz. Um outro dado é que mais de metade dos inquiridos na Europa acreditam que o aumento dos custos com a saúde e benefícios (55%), assim como a escassez de talento (56%) podem ter um impacto significativo nas organizações.
Além disso, 52% dos inquiridos acreditam que as disparidades entre a remunerações dos executivos e dos restantes colaboradores podem também ter um grande impacto nas organizações, sendo que apenas 27% têm atualmente em vigor uma proposta de valor considerada eficaz e bem definida.
Por outro lado, 40% dos inquiridos mostraram-se preocupados com o aumento do risco de ciberataques, resultado da falta de consciencialização para a cibersegurança, de desenho organizacional e de cultura, apenas 29% afirmam ter atualmente uma cultura de cibersegurança eficaz.
“Muitas organizações europeias enfrentam riscos que os profissionais de recursos humanos e de risco veem como uma ameaça para o seu negócio. Embora estes riscos não sejam exclusivos da Europa, os desafios geopolíticos, como as eleições nos principais países e os conflitos à nossa porta, juntamente com um ambiente económico difícil, exigem um equilíbrio entre a economia e a empatia, uma vez que os colaboradores exigem mais apoio no local de trabalho”, esclarece David Dodd, Partner da Mercer Marsh Benefits Europa.

Miguel Ros Galego, Business Leader da Mercer Marsh Benefits Portugal, partilha da mesma opinião e acrescenta “As empresas podem enfrentar os riscos de frente, alavancando soluções personalizadas e a utilização da inteligência artificial, adaptando as suas estratégias face aos sistemas e regulamentos em constante mudança, encorajando também a colaboração entre as equipas de recursos humanos e de riscos, de forma a desenvolverem estratégias de prevenção. A resposta a estes desafios permitirá às organizações assegurar uma força de trabalho mais saudável e produtiva, orientando o cenário europeu para resultados mais positivos”.
O relatório People Risk 2024 foi baseado nas opiniões de 4.575 profissionais de Recursos Humanos e de risco a nível mundial.