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taxa de desemprego desceu para 6% em junho, de acordo com os dados provisórios divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta redução representa uma descida face aos dois meses anteriores, em que a taxa de desemprego se manteve nos 6,4%, e aproxima-se dos valores mais baixos registados nos últimos anos.
Isabel Roseiro, Diretora de Marketing da Randstad Portugal, refere que “os dados de junho refletem uma evolução muito positiva, particularmente no início da época alta de atividade económica”. “A queda do desemprego em praticamente todos os segmentos populacionais revela não apenas os efeitos sazonais, mas também uma maior dinâmica de contratação em setores-chave. O desafio será manter esta tendência ao longo do segundo semestre“, sublinha.
Em junho de 2024, a taxa situava-se nos 6,3%. Com este desempenho, Portugal iguala os níveis de desemprego registados em junho e julho de 2022, segundo refere o INE.
A população desempregada foi estimada em 335,5 mil pessoas. “Em relação aos três períodos de comparação: mês anterior (5,3 mil; 1,6%), três meses antes (18,0 mil; 5,1%) e mesmo mês de 2024 (4,9 mil; 1,4%)”, indica o INE.
O gabinete de estatísticas nacional revê em baixa a taxa de maio, inicialmente estimada em 6,3%, para um valor final de 6,1%.
Apesar da tendência de descida, os dados do INE mostram que o desemprego continua a afetar mais as mulheres do que os homens. Em junho, a taxa de desemprego entre a população feminina foi de 6,5% (178,6 mil pessoas), enquanto entre os homens fixou-se nos 5,6% (156,9 mil).
Entre os jovens dos 16 aos 24 anos, situou-se nos 18,5%, o que corresponde a 70,3 mil pessoas. Ainda assim, este valor representa uma melhoria em comparação a maio (19,4%) e ao mesmo período do ano passado (21,5%).
Já a população ativa subiu em junho, atingindo 5,56 milhões de pessoas, o que representa um crescimento face a maio e ao período homólogo de 2024. Também a população empregada aumentou, totalizando 5.227,8 mil pessoas.
A população inativa também registou uma ligeira subida face a maio, com mais 3,3 mil pessoas, para um total de 2.468,1 mil. Em termos homólogos, houve uma redução de 58,3 mil inativos, crescendo “em relação ao mês anterior (8,3 mil; 0,2%), a três meses antes (44,7 mil; 0,9%) e ao mês homólogo (176,8 mil; 3,5%)”.
O INE destacou ainda a subutilização do trabalho, que contabiliza não apenas os desempregados, mas também trabalhadores em subemprego, inativos à procura de emprego mas indisponíveis, e inativos disponíveis mas sem procura ativa.
Em junho, estavam em situação de subutilização do trabalho 579,5 mil pessoas. Deste total, 335,5 mil estavam desempregadas; 129,1 mil estavam em subemprego a tempo parcial (mais quatro mil do que em maio); 23,1 mil eram inativos à procura de emprego mas indisponíveis para começar; e 91,8 mil estavam disponíveis para trabalhar mas não procuraram emprego.
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