De que forma é que a certificação GPTW reflete os valores da Softinsa?
Mais do que um certificado de excelência, este prémio valida o ambiente que vivemos diariamente: um espaço de confiança, respeito, inclusão e forte sentido de pertença. É especialmente gratificante saber que esta certificação resulta da opinião de toda a equipa Softinsa.
Que práticas foram determinantes para esta conquista?
Entre as várias iniciativas lançadas ao longo dos anos, destaco o Plano de Benefícios, que oferece soluções flexíveis e personalizadas, a transformação do programa de carreiras e o forte investimento em formação, quer através de plataformas de e-learning, quer pela definição de Learning Paths específicos. Introduzimos ainda os Softbadges, que promovem o reconhecimento informal entre colegas e reforçam a cultura de feedback.
Mais recentemente, estruturámos de forma mais integrada a responsabilidade social e ambiental, envolvendo os colaboradores em iniciativas com propósito. Lançámos o Plano de Vida Saudável e o programa EveryMind, dedicado à saúde mental. No âmbito da nossa última certificação, desenvolvemos também programas de reconhecimento de talento e liderança. A distinção do GPTW é o reflexo de uma cultura que evolui com e para as pessoas.
Que desafios internos enfrentaram durante o processo e que aprendizagens destaca?
O processo de obtenção da certificação GPTW representou, acima de tudo, uma oportunidade de reflexão e crescimento interno. Mais do que conquistar um selo de qualidade, quisemos olhar para dentro, ouvir os colaboradores e repensar práticas com base em feedback real. E um dos principais desafios foi precisamente transformar o feedback em ação. A certificação não se limita a medir o clima organizacional: é, sobretudo, um compromisso com a melhoria contínua. Isso implicou rever práticas, reforçar a comunicação interna e garantir que os valores da empresa se traduzem em comportamentos concretos no dia a dia.
Exemplos dessa escuta ativa são o Talent Day, que celebra competências, trajetórias de carreira e contributos individuais e coletivos, reforçando o sentimento de valorização e pertença, e o Programa de Liderança, lançado com base no feedback do último inquérito, para preparar os líderes para os desafios atuais.
De que forma é que este reconhecimento contribui para atrair e reter talento?
Transmitindo a mensagem de que a empresa valoriza as suas pessoas, investe na sua experiência e promove uma cultura de confiança e respeito. Mas o impacto vai além da atração. A certificação também tem um efeito muito positivo na motivação interna, o que contribui para a retenção dos profissionais da Softinsa, que é tão ou mais importante do que a capacidade de atrair novos talentos.
Como descreve a cultura organizacional da Softinsa?
Desde a criação da Softinsa, em 1998, a nossa cultura é o que nos une e move. Mais do que políticas formais, é a vivência diária dos nossos valores que faz com que as pessoas se sintam bem aqui.
Quais são as tendências em gestão de pessoas que as empresas devem seguir para continuarem a ser ótimos lugares para se trabalhar?
Temos de estar atentos às pessoas, às suas expetativas e aos desafios que o mundo do trabalho coloca. A promoção de uma cultura de confiança e transparência é essencial. Ambientes com comunicação aberta, escuta ativa e partilha de informação geram maior envolvimento e alinhamento com os objetivos da organização.
A flexibilidade tornou-se outro fator crítico. Modelos híbridos, horários ajustáveis e políticas que equilibram vida pessoal e profissional são cada vez mais valorizados, contribuindo para o bem-estar e a retenção de talento. Também o compromisso com a diversidade, equidade e inclusão é hoje inadiável. Ambientes verdadeiramente inclusivos, onde todos se sintam representados e valorizados, impulsionam a inovação, a colaboração e o sentimento de pertença. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento contínuo deve ser prioridade. Investir em formação, planos de carreira e oportunidades de crescimento demonstra confiança no potencial das pessoas e compromisso com o seu futuro.
A liderança acompanha esta transformação. Mais do que gestores, esperam-se líderes empáticos, humanos e próximos, capazes de ouvir, apoiar e inspirar as suas equipas. E, por fim, trabalhar com propósito é cada vez mais determinante: as pessoas querem fazer parte de algo maior, com impacto positivo na sociedade e alinhado com os seus valores. Na Softinsa, integramos todas estas dimensões no quotidiano, porque acreditamos que cuidar das pessoas é cuidar do futuro.
Bem-estar em números
- Retenção de talento: 86,6%
- Satisfação: 78%
- Engagement: 78%
- Novas candidaturas: +12%
- Turnover: -5,5%
Artigo publicado na edição 160 da RHmagazine, referente aos meses de setembro e outubro de 2025
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