Prometia libertar tempo, acelerar tarefas e aumentar a produtividade. Mas, em muitas empresas, a inteligência artificial (IA) está a gerar exatamente o contrário e tem nome. Chamam-lhe workslop.
O conceito, destacado num artigo da CNN Internacional, ganhou protagonismo após um estudo publicado na Harvard Business Review, desenvolvido com base em dados da Universidade de Stanford e do laboratório BetterUp Labs. As conclusões são claras: o aumento de trabalho produzido por IA, muitas vezes rápido mas pouco rigoroso, está a tornar-se um problema dispendioso para as empresas. Em muitos casos, o trabalho exige revisões demoradas, criando o que os autores descrevem como um “imposto invisível” sobre a produtividade.
De acordo com os investigadores citados pela CNN Internacional, o workslop já representa um custo significativo para as empresas. Os trabalhadores inquiridos referem gastar, em média, quase duas horas a corrigir ou refazer tarefas geradas por IA, o que equivale a um “imposto invisível” de cerca de 186 dólares (aproximadamente 170 euros) por colaborador, todos os meses. Numa organização com 10 mil pessoas, o impacto anual ultrapassa os nove milhões de dólares (cerca de 8,4 milhões de euros) em produtividade perdida.