O
modelo clássico de trabalho está a perder terreno face a novas formas de organizar o tempo e a produtividade. O State of Hybrid Work 2025, um estudo recente da empresa de tecnologia de Owl Labs, revela que a maioria dos profissionais prefere organizar o trabalho em blocos curtos e flexíveis, uma prática designada microshifting.
A ideia é simples: substituir longas jornadas consecutivas por períodos de maior concentração, intercalados com pausas para atividades pessoais. O trabalhador pode, por exemplo, começar o dia a responder a e-mails, interromper o trabalho para levar o cão a passear, regressar ao computador para uma reunião, fazer uma pausa para um treino e retomar as tarefas ao final da tarde, depois de ir buscar os filhos à escola. O objetivo é permitir que cada pessoa organize o dia em função do seu ritmo, sem comprometer o desempenho profissional.
O estudo indica que os gestores (79%) são os que mais aderem ao microshifting. A preferência é também significativa entre pais e cuidadores, que valorizam a flexibilidade para conciliar as responsabilidades pessoais e profissionais. Já entre as gerações mais jovens, quase sete em cada 10 profissionais da geração Z e dos millennials afirmam querer adotar este modelo de trabalho.
A maioria dos trabalhadores afirma que estaria disposta a abdicar de cerca de 9% do salário anual em troca de horários mais flexíveis e 8% aceitariam uma semana de quatro dias se isso lhes permitisse gerir melhor o tempo e equilibrar a vida pessoal com a profissional.