Foram criadas, até ao final do mês de abril, 19.486 novas empresas em território nacional, mais 12,6% do que em igual período de 2018. Foi no setor dos transportes que mais cresceu o número constituições, avança a Informa D&B.
No final do mês de abril, Portugal contava com 19.486 novas empresas, mais 12,6% comparativamente com igual período de 2018, ano em que foi batido o recorde de criação de empresas no país, avança a Informa D&B.
De acordo com a empresa que fornece informação sobre o tecido empresarial português, “este crescimento, sendo generalizado a quase todos os setores de atividade e distritos, tem a particularidade de deixar de fora as atividades imobiliárias, o alojamento e a restauração, dois dos setores mais dinâmicos na criação de novas empresas nos anos mais recentes”. Nos primeiros quatro meses de 2019, no setor das atividades imobiliárias, a criação de novas empresas diminuiu 6,2% e no do alojamento e restauração 1,8%. Para este recuo contribuiu a descida no subsetor do alojamento de curta duração.
O setor dos serviços é responsável pelo maior número de novas empresas. Entre serviços empresariais e gerais, foram criados, nos primeiros quatro meses do ano, 6.212 estabelecimentos. Segue-se a construção, onde se registou a criação de 2.345 novas empresas, constituindo-se como um dos setores com uma das maiores subidas percentuais na criação de novas empresas, com mais 40,5% face ao período homólogo. Ultrapassa, assim, o setor do retalho (2.183) e do alojamento e restauração (2.016).
Mas a subida “mais impressionante”, como a classifica a Informa D&B, registou-se no setor dos transportes, que mais que duplicou (113,2%) as novas empresas neste período. Para este valor, contribuiu, “de forma muito significativa”, o transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros, especialmente na Área Metropolitana de Lisboa, como consequência da promulgação da Lei 45/2018, que regula a atividade de transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataformas eletrónicas.
Encerramentos
Depois de um ano com acentuada subida nos encerramentos, segundo a Informa D&B, 2019 começou incerto, com os dois primeiros meses a registarem uma subida de 6,3% em relação ao período de 2018, valor que foi depois equilibrado no final do primeiro trimestre. Até ao final de abril, registou-se uma subida de 2,5% face ao período homólogo, que “não é transversal a todos os setores e para a qual contribuíram, com mais peso, os setores da agricultura e outros recursos naturais (25,6%) e o das tecnologias da informação e comunicação (12,7%).
Insolvências
Até final de abril foram registadas 743 novas insolvências, menos 14,8% do que no mesmo período de 2018. A indústria, que registou 217 novas insolvências, e os transportes, com 38 novas insolvências, são os únicos setores a registar mais insolvências do que ano anterior.