Autor: João Miguel Esteves Almeida, Human Capital Business Analyst da TAP Portugal
Desde Março que a vida tal como a conhecíamos está muito diferente. O mesmo se passa com as empresas. A grande maioria das pessoas fala em crise, eu prefiro olhar para esta situação como oportunidade. Oportunidade para recolocar a gestão de RH como estratégica nas empresas (que deveria sempre ser!) e simultaneamente para aproveitar as oportunidades que a pandemia nos trouxe.
Ao longo dos anos foram sendo definidos métodos de trabalho que apesar de serem ciclicamente questionados na procura da sua melhoria, tinham sempre uma base conceptual imutável, a presença no local de trabalho. Devido à pandemia, existiu uma mudança abrupta que, de forma acelerada, provocou uma nova realidade focada em resultados em detrimento de tempo trabalhado. Não deveremos portanto voltar ao ponto em que nos encontrávamos antes da pandemia, mas sim fazer uma mescla do melhor das duas realidades.
Durante este período ficaram evidentes duas coisas, são as pessoas que fazem a diferença (ainda alguém poderia duvidar?) e a tecnologia uma parceira fundamental no atingimento dos objetivos.
São as pessoas através das suas diversas competências que diferenciam os resultados. Será apenas isto? Estou convicto que equipas com competências semelhantes atingem resultados diferentes quando conseguem através de um propósito claro e bem comunicado e de um líder atento, empático e perspicaz tornar as suas equipas em famílias. Para que esta transformação seja possível é fundamental um conhecimento dos pontos fortes e fracos de cada elemento e simultaneamente uma empatia forte entre os mesmos e de quem os lidera! O conceito de família permitirá uma superação para que nos momentos mais complicados e decisivos os resultados consigam ser alcançados!
O líder tem um papel fulcral na sua equipa/família, potenciando os pontos fortes e minimizando as fraquezas da equipa, evidenciando que cada um dos resultados alcançados é de todos de igual forma e quando os resultados não são tão satisfatórios se encontra motivação para superar. Em todo o momento a procura da melhoria deverá ser constante.
Quantas mais equipas/famílias se formarem numa empresa maior será o seu comprometimento com o propósito da mesma e naturalmente com o seu sucesso.
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