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s jovens em Portugal estão a redefinir as expetativas no mercado laboral. Para quem tem entre 18 e 34 anos, é essencial que as empresas sejam claras nas suas ofertas, disponibilizem benefícios flexíveis e adotem modelos de trabalho ajustáveis. Estas são algumas das principais conclusões do estudo “Estado da Compensação 2024-2025”, realizado pela Coverflex.
A transparência destaca-se como um fator incontornável: a esmagadora maioria (92,6%) dos jovens defende que as ofertas de emprego devem incluir intervalos salariais. Para esta geração, falar de dinheiro não é um tabu. Pelo contrário, “é o ponto de partida para uma relação de trabalho mais justa e honesta”, refere a Coverflex em comunicado.
Ainda assim, o salário não é tudo. O estudo revela que 87,7% dos portugueses valorizam benefícios flexíveis, sendo os mais jovens particularmente atentos à possibilidade de personalizar o pacote de compensação de acordo com as suas necessidades, quer seja em saúde, bem-estar, transportes ou formação.
Entre os mais jovens, 59,1% gostariam de trabalhar 40 horas distribuídas por apenas quatro dias, demonstrando abertura a novos formatos laborais que promovam o bem-estar sem comprometer a produtividade. Além disso, 27,6% estariam dispostos a trabalhar menos horas mesmo com uma redução salarial, o que, no entender da Coverflex, é “uma indicação clara de que o tempo livre começa a ter um peso comparável ao rendimento”.
“Estes dados demonstram que as novas gerações querem decisões informadas, mais escolha e mais equilíbrio. Para as empresas, adaptar-se a estas expectativas pode ser também uma condição para atrair e reter talento”, conclui.