A EAE Business School, parte da Planeta Formación y Universidades, e a DCH (Organização Internacional de Gestores de Capital Humano) uniram forças mais uma vez para produzir o IX Barómetro DCH sobre Gestão de Talentos em Espanha, Portugal e América Latina, que mostra, entre outras conclusões, que os perfis juniores estão a consolidar a sua posição como os mais procurados pelas empresas.
Os resultados do inquérito – 48% da amostra é constituída por empresas da Península Ibérica e 52% da América Latina – mostram que os cargos menos experientes representam 57% das novas contratações, enquanto os quadros médios representam 34% das novas contratações. Apenas 8% das organizações afirmaram ter contratado um perfil sénior no último ano. Os 54% de novas contratações concentraram-se principalmente nos departamentos de Logística e Operações, bem como em Vendas e Marketing.
Para Carina Mellit, Diretora do Centro de Investigação Estratégica da EAE Business School: “O aumento dos perfis juniores nas empresas responde à necessidade de as organizações desenvolverem o talento interno desde cedo, adaptando-o à sua cultura e necessidades específicas. No entanto, é essencial não perder de vista a importância da experiência e do conhecimento fornecidos pelos perfis sénior. As empresas que conseguirem um equilíbrio entre ambos os grupos e incentivarem a aprendizagem intergeracional serão as que maximizarão a sua competitividade e capacidade de inovação”.
No que respeita aos cursos mais procurados, as empresas continuam a procurar sobretudo licenciados em Administração e Gestão de Empresas, Engenharia e Informática. Na formação pós-graduada, os profissionais com MBA continuam a ser os mais procurados, seguidos dos mestrados em TI, Marketing-Comercial e Finanças.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
O IX Barómetro de Gestão de Talentos da DCH mostra que a utilização da Inteligência Artificial ainda é uma tarefa pendente para as organizações. Quase 60% dos gestores de RH inquiridos reconhecem que ainda não incorporaram a IA nos seus processos. No entanto, a sua adoção é maior em Espanha e Portugal, com 48,21%, do que na América Latina, com 31,93%.
Entre os que a utilizam, 77% destacam o seu impacto positivo na melhoria dos resultados, enquanto apenas 5,4% não registaram mudanças significativas. Globalmente, 70% dos que implementaram a Inteligência Artificial têm como principal objetivo otimizar a procura de talentos.
DESENVOLVIMENTO DE TALENTOS
No que diz respeito ao desenvolvimento do talento, 68,3% das empresas inquiridas têm programas para os seus colaboradores. Enquanto em Espanha e Portugal a formação está mais centrada nos perfis juniores da sua empresa, com 75%, do que nos seniores, com 70%, na América Latina passa-se o contrário: 76% apostam mais na formação contínua dos trabalhadores seniores, em comparação com os juniores, 54%.
Além disso, 97% das empresas inquiridas oferecem algum tipo de formação aos seus empregados e 63,4% fazem-no especificamente num formato misto.
A liderança autoritária tem vindo a diminuir significativamente ao longo dos anos, representando apenas 4% nesta edição do barómetro. Em contrapartida, as abordagens colaborativas, transparentes e exemplares predominam em 63,6% das empresas inquiridas.
EMPENHO E FLEXIBILIDADE
70,5% das empresas inquiridas têm estratégias personalizadas para reforçar o empenho e a lealdade dos colaboradores. Este ano, o barómetro revela que os principais focos foram os horários de trabalho flexíveis, com um aumento de 25%, e a saúde e o bem-estar, com um aumento de 13%. A carreira continua a ser o aspeto mais valorizado, seguida de salários competitivos, que completam o top 3 das prioridades.
Em termos de flexibilidade, 72,5% das empresas inquiridas adoptaram o modelo de trabalho híbrido, enquanto 24,8% mantêm o formato presencial. Entre os que aplicam o trabalho remoto, a maioria fá-lo entre um e três dias por semana, sendo dois dias a opção mais frequente (47%).
FACTORES QUE TORNAM AS ORGANIZAÇÕES MAIS ATRACTIVAS
Historicamente, a marca do empregador tem estado no topo da lista das principais razões pelas quais os empregados procuram mudar de empresa. No entanto, este ano, esta condição desce para o sexto lugar da lista e, em vez disso, os salários competitivos são posicionados como a opção mais proeminente. A evolução da carreira e as políticas de flexibilidade e de equilíbrio entre a vida profissional e a vida privada continuam a ocupar o segundo e o terceiro lugar, respetivamente.
Por outro lado, as políticas de gestão da diversidade continuam a crescer nas empresas analisadas, mais 6% do que em 2023/24 e ligeiramente mais em Espanha e Portugal do que na América Latina, provavelmente devido à influência do quadro jurídico europeu. Dos 30% das empresas inquiridas que não têm este tipo de política, 16,75% não o fazem por não encontrarem os perfis necessários e 11,1% do total das respostas consideram simplesmente que não são necessárias.
DESEMPREGO
Embora as entrevistas de saída tenham diminuído ligeiramente para 89,50%, ainda apresentam um crescimento significativo em comparação com os 79,19% registados em 2017. As principais razões para mudar de empresa continuam a ser o salário, a carreira e o estilo de liderança. No entanto, 69,31% das empresas ainda não possuem canais de comunicação abertos para os ex-funcionários.
OBJECTIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS)
A Igualdade de Género continua a ser o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) mais orientado para as empresas, enquanto a Saúde e o Bem-estar permanecem em segundo lugar, com um aumento de 10 pontos percentuais em relação ao barómetro anterior.
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