Catarina Vieira, Diretora de Recursos Humanos da Barbot
A empresa mantém-se em funcionamento? De que forma?
A empresa e as fábricas da Barbot mantém-se em funcionamento. Parte dos colaboradores do grupo estão desde março a desempenhar as suas funções em teletrabalho e nas fábricas e lojas foram tomadas várias medidas, não só para manter a produção e o atendimento ao público, mas essencialmente para assegurar a segurança e saúde de todos os colaboradores.
Como estão a procurar minimizar o impacto desta crise no negócio?
Além das fábricas continuarem em produção as nossas lojas próprias também continuam abertas ao atendimento ao público, com medidas de segurança especificas e adequadas para assegurar a segurança e saúde dos nossos colaboradores e de todos clientes que se deslocam aos nossos espaços.
Como estamos em altura de nos reinventarmos, conseguimos criar oportunidades nas adversidades, e acabamos de lançar a loja online, para que os consumidores não tenham que se deslocar a uma loja Barbot para adquirir os nossos produtos. Assim, é possível mudar de casa sem sair de casa. Este canal é uma extensão dos nossos pontos de venda para continuarmos a dar resposta às necessidades dos nossos clientes de forma segura.
Como está a ser assegurada a segurança dos profissionais que estão a trabalhar?
Além do reforço de higienização dos espaços, logo no início da propagação do COVID-19, a empresa foi desenvolvendo e implementando medidas de segurança e de prevenção, nomeadamente a medição da febre dos trabalhadores das fábricas, quando estes chegam às instalações da Barbot, ou a redução e rotação das equipas de trabalho.
Nas nossas lojas, mantemos o atendimento ao público, mas por exemplo, só é permitida permanência de um cliente pelo período necessário para a aquisição dos produtos, e todas têm regras de higienização que estão a cumprir diariamente.
Como complemento, os colaboradores têm à disposição um plano de saúde, ao qual podem recorrer caso apresentem sintomas do vírus e não consigam obter uma resposta imediata do SNS 24.
Quais os desafios que o Covid-19 trouxe à organização?
O maior desafio prendeu-se com o garantir a segurança e saúde dos nossos colaboradores e ao mesmo tempo garantir a continuidade da produção das unidades fabris.
Por isso, foram estudadas de forma pormenorizada, todas as medidas a ser adotadas e implementadas, e que estão reunidas num plano de contingência interna. Plano esse que sofre alterações sempre que for necessário, tendo em conta a evolução da pandemia.
A par do maior desafio que o COVID-19 de garantir que a empresa continue em funcionamento mas com segurança, tivemos de repensar em novas estratégias de comunicação interna. Uma vez que existem medidas que obrigam o distanciamento físico entre equipas, seja pela realização do teletrabalho, seja pelo distanciamento social obrigatório, criamos um canal interno com circulares informativas sobre o COVID-19 e com as atualizações das várias medidas de prevenção adotadas pela Barbot como resposta a esta pandemia.
A Barbot precisou de recorrer a algum dos apoios do Governo para manter os postos de trabalho?
A Barbot não recorreu a nenhum apoio do Governo.
Como está a motivação dos colaboradores neste momento de crise?
Todos os colaboradores, de todos os departamentos, se uniram para se adaptarem a esta nova forma de trabalhar, que é uma novidade para todos e, claro, apresenta inúmeros desafios. Apenas foi possível à Barbot se organizar e se reinventar em novas formas de trabalhar, tendo o empenho e compreensão de todos os colaboradores, que desde logo foram envolvidos no desenvolvimento e implementação das várias medidas de prevenção, e sempre se mostraram disponíveis e motivados para que juntos consigamos superar esta crise.