A caminhada comum da Sugal e da CoachHub teve o seu primeiro passo há um par de anos, numa feira internacional, mas sem que nenhuma das partes tivesse a mínima consciência disso. Nessa ocasião, a Gonçalo Santos não passou despercebido o stand de uma empresa de coaching, mais propriamente a sua proposta de abordagem ao tema.
Já em 2023, quando a Sugal identificou a necessidade de formação individualizada para diferentes patamares de liderança e cujo impacto fosse alargado a várias dimensões, o Diretor de Recursos Humanos (DRH) desta empresa dedicada à produção e transformação de tomate fez o “match mental” imediato com aquela plataforma de coaching digital.
“A conceção que há das sessões é que são sempre presenciais e direcionadas para um nível de gestão/administração. Mas tínhamos e temos cada vez mais a noção de que as lideranças intermédias são fundamentais para uma Gestão de Pessoas eficaz e positiva. Assim, além das habituais e necessárias formações de grupo sobre liderança, procurámos e decidimos tornar acessível uma ferramenta que permitisse um maior foco no desenvolvimento enquanto profissional e enquanto pessoa”, explicita Gonçalo Santos o sentido da mudança pretendida.
A matriz individualizada de coaching constituiu, com efeito, uma opção prévia da Sugal (determinante para que a CoachHub fosse a eleita), que a experiência de utilização confirmou estar à altura das expectativas, isto porque, conforme sublinha o seu DRH, “permite que cada colaborador defina qual a área de melhoria a trabalhar, tendo como resultado a disseminação de boas-práticas de liderança, assim como progressos significativos na vida pessoal e profissional dos colaboradores”.
O contraste e vantagens em relação ao modelo de formação anterior sobressaíram. “É uma metodologia focada, individualizada, um espaço de segurança que não é possível criar em formações de grupo, onde existe o receio da exposição. É uma ferramenta tailor-made e que tende a ser uma resposta mais contundente perante as reais necessidades dos colaboradores”, sintetiza Gonçalo Santos.
A juntar à metodologia, outro atributo revelou-se decisivo para que a Sugal optasse pela CoachHub como parceiro: os recursos disponibilizados aos coachees fora das sessões (como, por exemplo, os exercícios e conteúdos de leitura).
A história da Sugal
Nasceu em 1957, na Azambuja, com a sua primeira unidade fabril, e hoje é já um grupo empresarial, que continua a ter na produção e transformação de tomate o seu negócio principal. Ao todo, conta com cerca de 350 colaboradores (Portugal e Espanha) e já assumiu uma dimensão internacional: possui fábricas em Portugal, Espanha e no Chile e exporta para mais de 70 países.
“Anytime, anywhere”
A descrição da plataforma, agora já na perspetiva de utilizador e pela voz do DRH da Sugal, é o retrato mais real do seu funcionamento: “É uma solução totalmente online, que permite a cada coachee/colaborador escolher, mediante as áreas selecionadas, qual o coach com quem vai trabalhar. O coachee/colaborador pode também escolher qual a hora mais indicada para a sessão, de forma a estar totalmente dedicado e focado. Portanto, anytime, anywhere.”

A panóplia de materiais que pode ser explorada pelos formandos fora dos momentos concretos de interação com os coaches e as respetivas valências pedagógicas são igualmente destacadas por Gonçalo Santos. “Por norma, os colaboradores trazem de cada sessão exercícios para realizarem fora da mesma e depois serem discutidos os resultados, extraídas conclusões e, o mais importante, a razão de tal suceder e o que há a fazer relativamente a esse tema”, refere o DRH da Sugal.
Refira-se também que os conteúdos não se restringem ao tema que está a ser trabalhado, abrangendo outras áreas de eventual interesse dos coachees.
“É uma solução totalmente online, que permite a cada colaborador escolher, mediante as áreas selecionadas, qual o coach com que vai trabalhar e a hora mais indicada para a sessão. Portanto, anytime, anywhere”, Gonçalo Santos, Sugal.
A satisfação é, por conseguinte, assumida pela Sugal. “Relativamente às expectativas iniciais e o atingimento das mesmas, temos uma taxa de 100%. Se questionarmos `quanto é que sente que já está a pôr em prática as competências que começou a desenvolver através do coaching`, o resultado é de 4,2 num máximo de 5 valores. Na avaliação sobre `quão valioso tem sido o investimento do tempo em coaching`, obtemos o nível máximo”, enumera Gonçalo Santos.
Tão importante como estes registos mensuráveis é a mudança que, de facto, está a ser propiciada pela plataforma da CoachHub e tem sido sentida na Sugal, designadamente “uma outra abordagem, mais positiva e alinhada com a posição de liderança por parte de quem a ocupa”.
Esta questão é crítica para a Sugal, como explica à RHmagazine, Gonçalo Santos: ”O objetivo é que as nossas chefias sejam cada vez mais o principal vetor de uma gestão de equipas eficaz e positiva. Vemos o coaching como uma ferramenta para a atração e manutenção dos nossos top talents, assim como um apoio fundamental para as chefias intermédias e para os nossos colaboradores que assumiram recentemente funções de liderança de equipas.”

Assim, segundo o DRH da Sugal, “o melhor lema para este programa e o impacto esperado é “Grow as a person, inspire as a leader”. Bem-sucedido nos seus propósitos, pela avaliação que faz destes três meses de parceria: “Temos a convicção de que estamos no caminho certo, ao apostarmos na formação individualizada e na CoachHub.”
Artigo de Boas Práticas publicado na edição 148 da RHmagazine, referente aos meses de setembro e outubro