Nem sempre é fácil gerir equipas e colaboradores com diferentes personalidades e estilos de trabalho. Um bom líder deverá usar a inteligência emocional para realmente motivar os seus colaboradores.
As empresas têm feito um grande esforço para encontrar maneiras de motivar os colaboradores, e os empregadores têm dedicado tempo a tentar aumentar o desempenho do trabalhador. A verdade é que cada colaborador é diferente, e o que motiva um pode não motivar outro.
Harvey Deutschendorf, especialista em inteligência emocional, autor e palestrante, explica à Fast Company como podem os líderes aproveitar as informações que têm relativamente aos colaboradores:
Há empresas que optam por fazer testes de personalidade aos colaboradores na altura do recrutamento ou como parte de um exercício de formação de equipa, por exemplo. Muitas vezes estas informações caem no esquecimento. Após esses testes, faça um acompanhamento – ficará a conhecer melhor os seus colaboradores e poderá ver como as características dos mesmos se adaptam ao local de trabalho. Poderá, por exemplo, procurar entender de que partes do trabalho os colaboradores gostam mais e gostam menos.
Modelar o comportamento
É importante modelar o comportamento da equipa, de modo a que ela seja mais aberta e desenvolva a confiança necessária para partilhar. Seja honesto/a e transparente sobre as suas próprias características, gostos e desgostos, e sobre como gostaria de ser abordado/a. Um líder que é capaz de envolver todos os tipos de colaboradores deve, primeiro, aprender a ser um excelente ouvinte. Procure primeiro compreender, e depois ser compreendido. Os líderes emocionalmente inteligentes esforçam-se continuamente para ouvir e compreender – e as reuniões de equipa podem ser importantes momentos de partilha.
Manter um registo
Mantenha um registo de informações relevantes, para que lhe seja mais fácil organizar as pessoas em equipas e atribuir tarefas. Nem sempre será possível colocar as pessoas nas suas áreas de preferência, uma vez que o trabalho precisa de ser feito e os prazos precisam de ser cumpridos. No entanto, enquanto líder, é essencial mostrar aos colaboradores que está a par das preferências de cada um – assim, mesmo quando não é possível ir ao encontro dessas preferências, irá aumentar a chance de um colaborador aderir ao projeto.
Reconhecer o trabalho
Para dar reconhecimento, é igualmente importante conhecer as preferências do colaborador. Porquê? Se o colaborador for extrovertido, poderá receber bem o reconhecimento público; se o colaborador for mais introvertido, poderá sentir-se desconfortável e preferir que esse reconhecimento seja feito em particular/privado. Esta é uma área que o líder emocionalmente inteligente precisa de ter em conta. O reconhecimento dado de maneira errada pode anular o propósito. Se o líder não tiver a certeza relativamente à personalidade de determinado colaborador, poderá procurar informações relevantes, por exemplo, junto de colegas de trabalho.
Todos gostam de ser reconhecidos e apreciados por quem são e pelos seus atributos exclusivos. Os líderes que se esforçam para o fazer serão recompensados com mais lealdade, menos absenteísmo e com um local de trabalho mais feliz e produtivo.
Fonte: Fast Company
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