No próximo ano, a tecnologia vai ser o fio condutor da inovação, nos setores da saúde, ciência, moda, indústria automóvel e financeiro, revela o grupo E.Life.
O grupo E.Life, pioneiro em inteligência de mercado e gestão do relacionamento nas redes sociais, com presença em Portugal, Espanha, Brasil e México, identificou as tendências que “vão marcar o universo do digital durante 2019”. “A adoção do garfo demorou vários séculos, mas empresas como a Uber ou Lyft alcançaram milhões de utilizadores em menos de um ano desde a sua criação”, compara a empresa para ilustrar a velocidade das alterações que estão a ocorrer “graças à transformação digital, à revolução económica e dos comportamentos”.
Inteligência artificial e o crescimento dos assistentes virtuais
“Nos últimos anos, a inteligência artificial tem “contaminado” todas as áreas da sociedade, com o nascimento dos veículos autónomos ou feeds de notícias altamente personalizados”, exemplifica a E.Life. No entanto, são os assistentes virtuais que vão estar em destaque neste próximo ano, sendo que as notificações através do Google Home, Amazon Echo ou HomePod vão redefinir a paisagem da comunicação , revela a empresa. A inteligência artificial vai ainda permitir que, através do machine learning, se personalize toda a informação, como é exemplo o BuzzMonitor, “que irá facilitar as sugestões de respostas para ajudar as marcas a responderem aos clientes com maior celeridade”.
A tecnologia ao serviço dos cuidados de saúde
“Não há quem negue que a tecnologia tem impactado quase todas as indústrias e melhorado a vida dos seres humanos. Ainda que com algum ceticismo ligado a questões éticas, a saúde tem sido um setor onde os avanços tecnológicos são cada vez mais importantes”, observa a E.Life. No próximo ano, “a inteligência artificial vai continuar ao serviço da saúde com a criação de aplicações como a SafeCardio”, que analisa eletrocardiogramas para prevenir problemas cardíacos, avança a empresa.
Empresas que sabem reagir e adaptar-se às inovações
Ainda que os “gigantes” da tecnologia – Apple, Microsoft, Alphabet, Intel, IMB, Facebook e Oracle – sintam um forte apelo pelos “early adopters”, a verdade é que a tecnologia está a tornar-se transversal a toda a sociedade, nota a E.Life. “E as empresas têm de aprender a reagir e a adaptar-se às inovações. Do ponto de vista do negócio, de que serve melhorar o produto se depois não se está onde os consumidores estão?”, alerta.
A ciência como condutor de transformação
Em junho deste ano, o Science Daily publicou uma notícia cujo título era: “A modificação dos genes tornou-se mais fácil”. A peça dizia respeito a um estudo apresentado na “Nature Communications” e a uma tecnologia inovadora que permite, de uma forma precisa, corrigir, trocar ou mesmo “apagar” genes com defeitos. De acordo com a E.Life, “o gene editing tem sido cada vez mais utilizado na agricultura, por exemplo, e o objetivo é agora continuar a trabalhar na sua aplicação aos humanos para tratar ou prevenir doenças”.
Realidade virtual como experiência imersiva do consumidor
“Nos próximos anos, o conteúdo não poderá cingir-se ao texto”, sugere a E.Life. Para serem verdadeiramente atrativas para o consumidor, as empresas e instituições têm de apostar na imagem e vídeos e garantir experiências únicas, sensoriais e imersivas através de realidade virtual, aconselha a empresa. “O HoloLens da Microsoft é um dos exemplos mais recentes que comprova o poder desta tecnologia”, mas no futuro, de acordo com a E.Life, será utilizada na educação (salas de aulas virtuais), no comércio (lojas virtuais), em profissões de risco ou em resposta a catástrofes.
Wearables: Roupas conectadas e inteligentes
“Tecnologia que se veste. Esta é a definição dos wearables que, nas últimas duas décadas, têm assistido a um enorme crescimento, como os smartwatches, as pulseiras de tracking ou os aparelhos auditivos. No entanto, é uma tecnologia que está em franca aceleração, com os gigantes da indústria a desenvolverem gadgets sofisticados que são quase invisíveis e que podem proporcionar várias soluções”, observa a E.Life. Um desses casos são os wearables que fazem a leitura de dados biométricos para controlo ou prevenção de doenças, exemplifica.
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