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mais recente estudo do ManpowerGroup revela que mais de 80% dos empregadores portugueses afirmam ter dificuldade na contratação de talento qualificado, colocando Portugal entre os três países analisados com maior escassez a nível laboral.
Face a estes dados, João Costa, country manager da ERA Group, considerou em comunicado que, “num contexto marcado pela escassez e pela fuga de talento, a produtividade tende a ser um dos fatores mais penalizados nas organizações”. Por isso, “para garantir sucesso mesmo num cenário volátil, é fundamental que os líderes sejam capazes de equilibrar uma visão estratégica, tecnologia, processos mais eficientes e equipas bem alinhadas. A capacidade de antecipar e agir com inteligência, mesmo perante a incerteza, é o que distingue as empresas verdadeiramente resilientes, produtivas e preparadas para os desafios de um mercado em constante transformação”, afirma.
Reconhecendo esta necessidade, a consultora ERA Group identifica cinco áreas-chave onde as organizações podem – e devem – investir com o objetivo de aumentar a sua capacidade de resposta num mercado laboral cada vez mais competitivo e desafiante.
- A produtividade começa com um planeamento claro e objetivo: uma organização resiliente distingue-se não apenas pela sua capacidade de atuação em múltiplas frentes, mas sobretudo pela aposta na otimização contínua e na qualidade do seu desempenho. Para tal, torna-se fundamental garantir que todas as equipas estão alinhadas em torno de um plano de ação estruturado, com objetivos claros e metas realistas. Este alinhamento estratégico permite canalizar os recursos para áreas prioritárias, atenuando os efeitos da imprevisibilidade. A par disso, a monitorização regular dos progressos e a identificação atempada de áreas de melhoria são determinantes para assegurar a estabilidade e a eficácia organizacional;
- Automatizar não é perder o toque humano – é libertá-lo: ferramentas tecnológicas, como a inteligência artificial, a Internet of Things (IoT) e a blockchain, são hoje aliadas estratégicas para tornar as empresas mais produtivas e eficientes. Ao automatizar tarefas rotineiras, estas soluções permitem que os colaboradores dediquem o seu tempo a funções que exigem maior análise, criatividade e pensamento estratégico – fatores determinantes para uma produtividade com impacto real e sustentado;
- Não subestimar os pequenos ajustes operacionais: compreender os riscos que podem comprometer a produtividade e a resiliência de um negócio é essencial para conseguir adaptá-lo consoante os desafios. Medidas como a redução do desperdício energético, a renegociação de contratos com fornecedores, a simplificação de processos e a identificação de alternativas para mitigar ruturas e falhas operacionais são ações estratégicas com impacto direto na eficiência e nos resultados financeiros. Pequenos ajustes operacionais podem fazer a diferença na sustentabilidade e continuidade de uma empresa;
- Equipas motivadas traduzem-se em resultados otimizados: a produtividade não é uma métrica isolada. Antes pelo contrário, é o reflexo de um ambiente de trabalho saudável, que valoriza o equilíbrio, bem-estar e reconhecimento dos seus colaboradores. Organizações que investem na formação contínua das suas equipas, promovem regimes de trabalho flexíveis e fomentam uma cultura de feedback construtivo tendem a construir equipas mais motivadas e, consequentemente, mais produtivas. Este é um dos fatores-chave para assegurar uma performance global consistente e um serviço de maior qualidade;
- Diversificar a oferta para proteger o foco: quando uma empresa depende de uma única fonte de receita, a sua produtividade torna-se vulnerável a fatores externos — como fornecedores, clientes ou outros stakeholders. Diversificar a oferta, através da exploração de novos canais de comunicação, produtos ou serviços complementares, permite aumentar a resiliência organizacional perante cenários de volatilidade e incerteza, garantindo uma maior consistência operacional e foco estratégico.
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