Atualmente, as empresas integram cinco gerações distintas: Silent Generation, que inclui quem nasceu entre 1928 e 1945; Baby Boomers, que inclui quem nasceu entre 1946 e 1964; Generation X, que inclui quem nasceu entre 1965 e 1980; Millennials, que inclui quem nasceu entre 1981 e 1996; e a Generation Z, que inclui quem nasceu entre 1997 e 2012.
Segundo o Jornal Eco, a diversidade de perspetivas entre as gerações é notória, principalmente no que toca a temáticas como o ativismo político, as alterações climáticas, o uso da tecnologia ou a identidade de género. Contudo, os diferentes pontos de vista podem ser bastante benéficos para as empresas, desde que se atinja a cooperação intergeracional.
Megan Gerhard, Josephine Nachemson-Ekwall e Brandon Fogel escreveram no Harvard Business Review, segundo apurado pelo Jornal Eco: “A irritação e a falta de confiança que [a diversidade etária nas empresas] pode causar prejudica o desempenho da equipa ao limitar a colaboração, provocando conflitos emocionais, levando a uma maior rotatividade de funcionários e a um desempenho mais fraco da equipa”.
Conheça algumas práticas que podem ajudar a ultrapassar os desafios intergeracionais, divulgadas no mesmo artigo:
- Identificar as ideias pré-concebidas sobre as várias gerações ajuda a combater os preconceitos que acabam por influenciar as relações;
- Avaliar se as ideias correspondem à realidade e tentar perceber o motivo pelo qual os colegas têm comportamentos distintos é bastante importante;
- Tirar partido das diferenças e trabalhar para encontrar formas de beneficiar com diferentes perspetivas, conhecimentos e contactos pode fazer a diferença;
- Abraçar a aprendizagem mútua e acreditar, por fim, que todos temos algo a aprender com os colegas de outras gerações incentiva a troca de conhecimentos.
Segundo o Jornal Eco, são várias as vantagens de constituir equipas intergeracionais:
- Foco no talento: Empresas inovadoras estão mais focadas em garantir o talento do que propriamente em saber a idade dos colaboradores, pelo que as competências dos profissionais se tornam mais relevantes que a geração a que pertencem.
- Complementaridade: A diversidade de capacidades e conhecimentos implica a criação de equipas mais completas e com um elevado número de profissionais que se complementam.
- Melhor desempenho: A intergeracionalidade ajuda no combate de estereótipos e conflitos, melhorando o compromisso e a satisfação dos profissionais e criando, assim, equipas mais produtivas.
Em entrevista à RHmagazine, Pedro Monteiro, Sales Manager da GoodHabitz em Portugal, falou sobre as consequências da intergeracionalidade na sua atividade: “De acordo com algumas estimativas, a Geração Z até 2030 irá representar um terço dos colaboradores, o que cria alguns problemas e desafios, principalmente ao nível da comunicação, dos estilos de aprendizagem e da preferência distinta por modelos de trabalho. É importante que as gerações consigam trabalhar juntas e que as empresas tenham uma estratégia de gestão de talento.”
E continuou: “A empresa beneficia de uma grande diversidade de perspetivas, opiniões, e competências o que fomenta a inovação e a produtividade. Contudo, este choque geracional pode causar transtornos nas empresas, ao nível da colaboração e da comunicação, o que leva a consequências para as próprias empresas. É necessário, existir uma colaboração intergeracional e uma cultura de inclusão, para o bom funcionamento laboral.”
No que diz respeito às exigências das novas gerações na procura de trabalho, Pedro Monteiro referiu: “As gerações mais novas valorizam muito a agilidade na gestão do trabalho e a possibilidade de trabalhar remotamente. Além disso, procuram constantemente desafios e não têm a mesma estabilidade que as gerações anteriores, que viam um emprego como algo para quase toda a vida ou para projetos de longa duração. As empresas precisam de implementar mecanismos eficazes.”
Pedro Monteiro deixou sugestões para que os empregadores tenham mais facilidade em integrar novos membros: “É necessário promover uma cultura de diversidade e inclusão nas organizações. Até recentemente, as empresas costumavam ter um perfil quase uniforme de colaboradores, atualmente a diversidade é muito maior. Promover uma cultura que valorize todas as gerações é essencial para desenvolver o engagement e a motivação dos funcionários.”
Para Pedro Monteiro, “a Geração Z tem uma grande capacidade de adaptação e capacitação das novas tecnologias e das tendências digitais, sendo que são considerados nativos digitais. Tem uma abordagem inovadora no que toca à resolução de problemas, o que aumenta a eficiência e acelera os processos internos. Tem, ainda, bem definida a política de inclusão e diversidade, tornando qualquer ambiente laboral muito mais inclusivo, diversificado e unido. Outro ponto é o facto de ter uma mentalidade empreendedora.”