Atrair os melhores candidatos, reduzir a saída de colaboradores, baixar custos associados à doença e aumentar o engagement das equipas são alguns dos desafios que hoje recaem sobre as equipas de recursos humanos, muitas vezes com orçamentos limitados. Neste contexto, cresce o interesse por benefícios que vão além do bem-estar pontual e que contribuam para objetivos estratégicos das organizações. O fitness corporativo é um deles, com impacto em várias dimensões da gestão de talento, de acordo com dados de um e-book do Urban Sports Club a que a RHmagazine teve acesso.
Dados internacionais reforçam este padrão. O Gallup Engagement Index indica que colaboradores mais envolvidos registam cerca de metade dos dias de ausência. Já o McKinsey Health Institute aponta a saúde dos colaboradores como fator relevante para reduzir saídas voluntárias, enquanto o DAK Health Report 2025 mostra que bem-estar e saúde são critérios cada vez mais importantes na escolha de uma empresa.
Com um peso crescente na sustentabilidade das organizações, a saúde das equipas é descrita pelo Urban Sports Club como “um fator económico crítico”, com impacto direto na motivação, na eficiência e na competitividade empresarial. Neste contexto, a prática desportiva assume um papel relevante. Como refere a empresa, “colaboradores mais ativos apresentam maior foco, energia e capacidade de concentração”, estando a prática desportiva associada a melhorias no desempenho cognitivo e na eficiência no trabalho. Além disso, a prática regular de atividade física contribui diretamente para reduzir para reduzir queixas frequentes no contexto laboral, como dores de costas, stress ou fadiga, fatores associados ao absentismo.
Em diferentes setores, o padrão repete-se. Num dos exemplos apresentados pela empresa, relativo a um cliente do setor tecnológico com cerca de 500 colaboradores, a adesão ao benefício por 120 utilizadores permitiu reduzir, em média, dois dias de absentismo por ano. No total, estima-se que tenham sido evitados cerca de 240 dias de ausência, gerando uma poupança aproximada de 96 mil euros. O retorno do investimento foi de 122%, com um período de retorno inferior a seis meses.
“O fitness corporativo tem um impacto preventivo claro na saúde física e mental dos colaboradores, reduzindo de forma mensurável o absentismo associado à doença”, realça a empresa.
Bem-estar como fator de retenção
Para além da saúde, a fidelização dos colaboradores é outro dos desafios centrais para as organizações, sendo que a rotatividade implica custos significativos, desde recrutamento e onboarding até à perda temporária de produtividade. Face a este cenário, benefícios associados ao bem-estar e ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional assumem um papel cada vez mais relevante na decisão de permanecer numa empresa.
Segundo o Urban Sports Club, colaboradores mais saudáveis e envolvidos tendem a desenvolver uma ligação
mais forte à organização, contribuindo para equipas mais estáveis e menor probabilidade de saídas voluntárias. A empresa sublinha ainda que “a fidelização dos colaboradores é um dos principais fatores para garantir equipas estáveis, níveis elevados de motivação e menor exposição à escassez de talento”.
No setor público, um outro exemplo revela que a implementação do benefício esteve associada à redução estimada de duas saídas de colaboradores por ano. Considerando um custo médio de substituição de cerca de 45 mil euros por colaborador, esta diminuição poderá traduzir- se numa poupança potencial de aproximadamente 90 mil euros anuais. O retorno do investimento foi estimado em 275%, com um período de retorno próximo de três meses.
“Enquanto benefício utilizado de forma contínua, o fitness corporativo reforça a ligação emocional à empresa
e contribui diretamente para a redução da rotatividade”, aponta o Urban Sports Club.
Fator de diferenciação no employer branding
A aposta em estilos de vida saudáveis reforça o employer branding das organizações e aumenta a sua atratividade junto de talento qualificado. O Urban Sports Club diz que os candidatos procuram cada vez mais empresas que “promovam ativamente saúde, bem-estar e equilíbrio entre vida pessoal e profissional”.
Um caso registado no setor dos serviços evidencia que, com o reforço da atratividade, o tempo médio de contratação diminuiu cerca de 10 dias. Tendo em conta os custos ligados a vagas por preencher, esta redução traduziu-se numa poupança anual estimada em 180 mil euros e num retorno do investimento próximo de 200%.
Em conjunto, estes exemplos mostram um padrão claro: o fitness corporativo gera impacto mensurável impacto mensurável em diferentes dimensões da gestão de pessoas, da redução do absentismo à retenção de talento e à melhoria dos processos de recrutamento.
Fundado na Alemanha, o Urban Sports Club disponibiliza um modelo de fitness corporativo com acesso a uma rede alargada de parceiros e modalidades de desporto e bem-estar. A oferta inclui mais de 50 atividades e uma rede com mais de 15 mil parceiros em várias cidades europeias, bem como acesso a aplicações digitais de bem-estar.
Indicadores de impacto
Empresa de serviços
- – 10 dias no tempo de contratação
- ROI: cerca de 200%
Setor tecnológico
- – 240 dias de ausência
- ROI: 122%
Setor público
- – 2 saídas por ano
- ROI: 275%
*exemplos de cálculo de ROI apresentados pelo Urban Sports Club
Artigo publicado na edição 163 da RHmagazine, referente aos meses de março e abril de 2026
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