A manhã da Sala ISQe no Fórum RH foi um mergulho profundo no universo das ferramentas e competências necessárias para liderar e transformar a gestão de pessoas. Da inteligência artificial às Powerskills, passando pela digitalização dos processos e a urgência do bem-estar organizacional, esta sala ofereceu um programa intenso, provocador e alinhado com os desafios reais que os profissionais de RH enfrentam hoje.
Unicórnios, Centauros e Cyborgs: RH no centro da revolução tecnológica
A abrir o dia, Bruno Horta Soares brindou os participantes com uma palestra que aliou humor, metáforas e uma análise lúcida sobre a relação entre pessoas e tecnologia. O grande alerta? A transformação digital não é sobre sistemas ou plataformas – é sobre mudança organizacional e humana. A metáfora do bar onde entram um Unicórnio, um Centauro e um Cyborg serviu para ilustrar os diferentes modelos de integração entre humanos e IA, e a responsabilidade dos RH em liderar essa integração.
Capacitar para acompanhar a IA: formação à prova de futuro
A primeira mesa redonda destacou a urgência de repensar a formação dentro das empresas. Hugo Protázio (Schreder) e Nuno Abreu (AON) alertaram para o desfasamento entre o que as empresas oferecem e o que o mercado realmente exige. Catarina Rocha (DECO PROTESTE) referiu que é preciso ir além da técnica: a criatividade, o pensamento crítico e a inteligência emocional serão os verdadeiros ativos num mundo digitalizado.
Powerskills: a nova moeda de valor nas organizações
Filipe Seixas (ISQe) apresentou uma palestra envolvente sobre o impacto das Powerskills – competências como adaptabilidade, comunicação, colaboração e pensamento crítico. Partilhou a jornada interna do ISQe na redefinição da formação e demonstrou como estas competências tiveram impacto real em produtividade e inovação. Ficou claro: quem aposta nas Powerskills, aposta no futuro.
Formação que engaja: utopia ou necessidade?
O painel moderado por representantes da Santa Casa da Misericórdia e Goodhabitz questionou uma realidade desconcertante: os colaboradores não querem ir à formação. Mas porquê? Foram discutidas formas de tornar a aprendizagem mais significativa, mensurável e alinhada com os objetivos de negócio. A ideia de criar organizações verdadeiramente aprendentes foi central.
Onboarding digital: largar a impressora de vez
Na transição digital dos processos, a mesa moderada por responsáveis da SIBS, BTocNet e Banco CTT sublinhou os benefícios estratégicos da transformação digital. A discussão passou pela resistência à mudança, os ganhos financeiros e os passos concretos para digitalizar o onboarding com qualidade.
Dar voz aos RH no negócio
João Carvalho (GFoundry) e Catarina Graça (Claranet) discutiram como a área de Recursos Humanos pode posicionar-se de forma mais estratégica. Falaram do papel dos dados, do retorno do engagement e da importância de alinhar iniciativas com resultados tangíveis para o negócio. “Sem métricas, não há influência”, foi uma das frases mais partilhadas.
Os assassinos silenciosos do bem-estar
A encerrar a manhã, Irene Rua (Dr. Finanças) fez soar o alarme sobre o papel das empresas no agravamento – ou melhoria – do bem-estar dos colaboradores. Denunciou práticas de gestão que, mesmo bem-intencionadas, podem prejudicar a saúde mental e defendeu uma abordagem 360º ao bem-estar, com destaque para o stress financeiro como um problema ainda invisível.
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